O impacto da Inteligência Artificial no seguro automotivo.
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar um recurso estratégico no setor empresarial. Em especial, quando falamos em frotas corporativas e seus seguros, a aplicação da IA vem transformando a forma como empresas gerenciam riscos, controlam custos e negociam apólices. A tecnologia não só contribui para a eficiência operacional, mas também redefine o perfil de risco, gerando impactos diretos na precificação e nas condições de seguro automotivo empresarial.
Neste artigo, apresentamos um panorama detalhado sobre como a IA está influenciando a gestão de frotas e, consequentemente, o mercado de seguros. Com base em dados recentes, analisamos os principais benefícios, números de impacto e perspectivas para empresas de diferentes portes e segmentos.
Redução de acidentes e aumento da segurança nas frotas
Um dos efeitos mais expressivos da aplicação da IA na gestão de frotas está na diminuição dos acidentes. A análise em tempo real de dados de tráfego, condições climáticas e padrões de direção permite identificar riscos antes que eles se tornem sinistros.
Segundo dados setoriais, a utilização de IA possibilitou uma redução de até 40% nos acidentes em operações de transporte e logística. Empresas que adotaram sistemas inteligentes de monitoramento conseguiram uma queda média de 18% nos acidentes já no primeiro ano de uso.
Os avanços em videotelemetria reforçam esse impacto: ao integrar câmeras e algoritmos de IA, algumas frotas alcançaram resultados como 60% menos acidentes, 70% de aumento no uso do cinto de segurança e até 50% de redução no volume de multas. Esses indicadores refletem não apenas maior segurança, mas também a construção de uma cultura organizacional voltada à prevenção.
Manutenção preditiva e economia em reparos
A manutenção corretiva, acionada apenas quando há falha, sempre foi um dos grandes vilões nos custos de frota. Com IA, isso está mudando. Os sistemas inteligentes conseguem identificar padrões de desgaste e prever falhas antes que elas ocorram.
No Brasil, frotas equipadas com monitoramento por IA registraram 40% menos paradas não programadas e aumento de 30% na vida útil dos componentes. Essa previsibilidade diminui a necessidade de reparos emergenciais, que costumam ser mais caros, e aumenta a disponibilidade operacional dos veículos.
A manutenção preditiva se traduz diretamente em menor risco de panes em trânsito e, portanto, menor exposição a incidentes que poderiam gerar sinistros e acionar apólices.
Otimização de rotas e redução de custos operacionais
A capacidade da IA de processar grandes volumes de dados em tempo real gera impacto direto na otimização de rotas. Considerando variáveis como trânsito, obras, condições climáticas e até comportamento dos motoristas, a tecnologia permite planejar trajetos mais seguros e econômicos.
Estudos mostram que essa aplicação reduz em até 15% os custos operacionais relacionados ao uso da frota. Além disso, algoritmos de eco-driving — que analisam e ajustam padrões de condução — têm ajudado empresas a diminuir o consumo de combustível e a emissão de poluentes. Há registros de reduções de até 30% nas emissões de CO₂ em grandes operações de transporte e varejo.
Esse ganho ambiental também dialoga com práticas ESG, cada vez mais valorizadas no mercado e já consideradas em negociações de seguros empresariais.
O impacto direto no seguro automotivo empresarial
O conjunto de melhorias proporcionadas pela IA — menos acidentes, maior disciplina de condução, rotas mais seguras e manutenção preventiva — redefine o perfil de risco das empresas perante as seguradoras.
Com a redução da sinistralidade, as companhias passam a negociar condições mais favoráveis em suas apólices de frota. O impacto pode incluir:
- diminuição nos prêmios pagos;
- maior flexibilidade contratual;
- acesso a coberturas inovadoras, personalizadas com base em dados reais.
O movimento já é visível em mercados internacionais. A startup Fairmatic, derivada da Zendrive, utiliza dados de condução para precificar seguros comerciais e registra economias médias entre 10% e 20% nas apólices empresariais. Embora o modelo ainda esteja em expansão no Brasil, as tendências globais apontam para um futuro em que a análise de dados será determinante na negociação de seguros.
Perspectivas globais e o contexto brasileiro
No exterior, seguradoras e insurtechs têm avançado rapidamente na adoção de IA em processos de underwriting, análise de riscos e gestão de sinistros. A coleta de dados de telemetria e a análise automatizada já fazem parte da precificação em diversos países.
No Brasil, o uso da IA ainda está em consolidação, mas cresce de forma consistente. A receptividade das empresas é alta: gestores de frota reconhecem a possibilidade de ganhos imediatos em segurança, economia e sustentabilidade. Essa base fortalece a transição para um mercado em que as seguradoras utilizam métricas objetivas para ajustar valores de apólices e incentivar boas práticas de gestão.
Desafios de adoção
Apesar dos benefícios evidentes, a adoção da IA em frotas corporativas não está isenta de desafios. Entre os principais pontos, destacam-se:
- necessidade de investimento em tecnologia e infraestrutura;
- treinamento de equipes e motoristas para lidar com novos sistemas;
- adaptação de políticas internas de governança e compliance para o uso de dados;
- integração entre seguradoras, corretoras e empresas no compartilhamento das informações geradas.
Superar esses obstáculos é fundamental para que a tecnologia entregue todo o seu potencial em impacto sobre seguros empresariais.
Conclusão
A inteligência artificial está promovendo uma transformação profunda no seguro automotivo empresarial. A redução comprovada de acidentes, a economia em manutenção, a otimização de rotas e a diminuição de custos operacionais tornam as frotas mais seguras e sustentáveis. Essa evolução não só melhora a performance logística, como também reposiciona as empresas em suas negociações com seguradoras, abrindo espaço para condições mais vantajosas e adequadas ao perfil real de risco.
Empresas que investem em IA para gestão de frotas não estão apenas modernizando suas operações: estão construindo um diferencial estratégico no relacionamento com o mercado de seguros. No momento de repensar a proteção da sua frota, a SICCS está preparada para ajudar sua empresa a obter todas as vantagens que a inteligência artificial pode oferecer ao seguro empresarial.
Referências
www.revistafreteurbano.com.br
www.cartadelogistica.com.br
www.frotacontrol.com.br
www.alisat.com.br
www.tecnoraster.com.br
www.sofit4.com.br
www.avansat.com.br
www.infleet.com.br
www.economizarcombustivel.com.br
www.axios.com
www.mckinsey.com
www2.deloitte.com
www.ibisworld.com
www.statista.com
www.pwc.com
Trabalho híbrido e seguro empresarial.
Em 2025, o trabalho híbrido não é mais uma tendência passageira - tornou-se a norma para muitas empresas ao redor do mundo. A flexibilidade de combinar o trabalho presencial com o remoto trouxe benefícios, como maior satisfação dos funcionários e redução de custos operacionais. No entanto, essa nova realidade também introduziu riscos que muitas empresas ainda não estão preparadas para enfrentar. De acidentes em home office a questões de cibersegurança e responsabilidade trabalhista, o ambiente híbrido exige uma abordagem atualizada para os seguros empresariais.
Neste blog, exploraremos como o seguro empresarial pode proteger sua equipe no modelo híbrido e o que você precisa considerar para garantir a segurança do seu negócio ainda em 2025 – e além.
Os desafios do trabalho híbrido para as empresas
O modelo híbrido transformou a forma como as empresas operam, mas também trouxe desafios únicos. Um estudo recente da Gartner indica que 74% das empresas planejam manter o trabalho híbrido como parte permanente de suas operações.
Alguns dos principais desafios incluem:
- Acidentes em home office - Um funcionário que escorrega em casa enquanto trabalha ou sofre uma lesão ergonômica devido a uma cadeira inadequada pode gerar questões legais. A linha entre o ambiente de trabalho e o pessoal ficou mais tênue, complicando a definição de responsabilidade.
- Segurança de equipamentos - Laptops, tablets e outros dispositivos fornecidos pela empresa agora são usados em redes domésticas, aumentando o risco de danos, roubos ou falhas de segurança.
- Cibersegurança - O uso de dispositivos pessoais ou redes Wi-Fi não seguras em casa eleva a vulnerabilidade a ataques cibernéticos, como phishing ou malware.
- Questões trabalhistas - Disputas relacionadas a horas-extras, discriminação ou assédio podem surgir em ambientes híbridos, especialmente se as políticas da empresa não estiverem claras.
Como o seguro empresarial pode proteger sua equipe
Os seguros empresariais tradicionais foram desenhados para ambientes de trabalho físicos, mas as seguradoras estão se adaptando rapidamente para atender às demandas do modelo híbrido. Aqui estão algumas coberturas essenciais que sua empresa deve considerar:
- Seguro de Acidentes de Trabalho Adaptado
O seguro de acidentes de trabalho (ou seguro de responsabilidade do empregador) precisa ser atualizado para cobrir incidentes que ocorram fora do escritório. Algumas seguradoras já oferecem cláusulas específicas para home office, cobrindo desde lesões ergonômicas até acidentes domésticos relacionados ao trabalho.
Dica prática - Converse com seu corretor para garantir que a apólice inclua cobertura para acidentes em home office e defina claramente o que constitui um "ambiente de trabalho" remoto.
- Seguro de Propriedade para Equipamentos
Um seguro de propriedade empresarial pode cobrir danos ou roubos de laptops, monitores e outros equipamentos fornecidos aos funcionários, mesmo fora do escritório. Algumas apólices também incluem proteção contra falhas causadas por picos de energia em residências.
Dica prática - Faça um inventário dos equipamentos fornecidos aos funcionários e verifique se a apólice cobre perdas em locais fora da empresa.
- Ciberseguro para Redes Domésticas
Com funcionários acessando sistemas corporativos de redes Wi-Fi domésticas, o risco de ataques cibernéticos aumentou. Um ciberseguro pode proteger contra perdas causadas por violações de dados, ransomware ou interrupções de negócios devido a falhas de segurança em dispositivos remotos.
Dica prática - Escolha uma apólice que inclua cobertura para dispositivos pessoais usados para fins corporativos e treinamento de funcionários sobre práticas de cibersegurança.
- Seguro de Responsabilidade Civil Geral
Questões trabalhistas, como alegações de discriminação ou assédio, podem surgir em ambientes híbridos, especialmente em interações virtuais. Um seguro de responsabilidade civil geral pode cobrir custos legais associados a essas disputas, protegendo a empresa contra processos.
Dica prática - Certifique-se de que a apólice cubra incidentes relacionados a comunicações virtuais, como e-mails ou chamadas de vídeo.
Por que atualizar sua apólice agora?
A realidade do trabalho híbrido exige que as empresas reavaliem suas apólices de seguro para evitar lacunas de cobertura. Um relatório da Marsh de 2024 apontou que 60% das pequenas e médias empresas ainda não ajustaram seus seguros para o modelo híbrido, deixando-as vulneráveis a riscos financeiros significativos.
Além disso, as regulamentações trabalhistas estão evoluindo, e países como o Brasil estão começando a esclarecer as responsabilidades das empresas em relação ao home office. Atualizar sua apólice agora pode evitar dores de cabeça no futuro.
Passos para escolher o seguro certo
- Avalie os riscos da sua empresa - Identifique os riscos específicos do seu modelo híbrido.
- Consulte um corretor especializado - Um especialista pode ajudar a personalizar uma apólice que cubra os riscos do trabalho híbrido, incluindo cláusulas específicas para home office.
- Revise as políticas da empresa - Certifique-se de que suas políticas internas sobre trabalho remoto estejam alinhadas com as exigências da apólice, como diretrizes para uso de equipamentos e segurança de dados.
- Eduque sua equipe - Ofereça treinamentos sobre ergonomia, cibersegurança e conformidade com políticas da empresa para reduzir riscos.
Prepare sua empresa para o futuro
O trabalho híbrido veio para ficar, e com ele vieram novos desafios que exigem uma abordagem proativa para a gestão de riscos. Um seguro empresarial bem adaptado pode proteger sua equipe, seus ativos e sua reputação, garantindo que sua empresa prospere em 2025 e além. Nem é preciso dizer que a SICCS é sua parceira na superação de mais esse desafio. Entre em contato com nossa equipe para discutirmos como adaptar sua apólice ao modelo híbrido. Assim você protege seus colaboradores e seu negócio contra os riscos do trabalho do futuro - que já chegou.
Planos de saúde e judicialização.
Quando o contrato vira motivo de disputa
No Brasil, milhões de pessoas dependem de planos de saúde para tratamento e bem-estar. Porém, o cenário recente demonstra que muitas operadoras estão enfrentando um volume crescente de ações judiciais — muitas vezes relacionadas a serviços que já deveriam ser garantidos.
Judicialização em números: um aumento exponencial
No 1º trimestre de 2025, as operadoras gastaram R$ 3,9 bilhões com despesas judiciais, contra R$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2020. Isso representa mais que o triplo em 5 anos, saltando de 0,65% para 1,49% das despesas assistenciais. A maior parte dessas ações envolve justamente procedimentos que, em tese, já estavam contratualmente previstos.
A maior parte das ações trata de cobertura de procedimentos já contratados
Segundo mais de um levantamento, 62% dessas despesas judiciais envolvem tratamentos que deveriam estar previamente autorizados nos contratos. Outro dado relevante: 65% das ações contra operadoras referem-se à negativa de cobertura assistencial, principalmente em casos de cirurgias (51%) e medicamentos (12%).
Queixas em alta: volume nunca antes visto
As reclamações registradas na ANS por negativa de cobertura saltaram de 61,5 mil em 2014 para 292 mil em 2023 — alta de 374% em dez anos. E esse número continua a crescer: de janeiro a abril de 2024, foram 104 mil queixas, um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por que os planos negam a cobertura?
Boa parte das negativas se baseia em justificativas como:
- O procedimento não consta no rol da ANS
- Não há previsão expressa no contrato
- Falta de autorização regulatória
- Condições clínicas não atendidas
Mesmo após a aprovação da Lei 14.454/2022, que ampliou a interpretação do rol da ANS (tornando-o uma referência, e não um limite absoluto), muitas operadoras ainda mantêm uma leitura restritiva, o que acaba judicializando demandas que poderiam ser resolvidas de forma administrativa.
Consequências para o sistema
O aumento das ações judiciais tem reflexos diretos sobre o setor. Além dos altos custos, existe o risco de repasse desses valores aos consumidores, por meio de reajustes. O Judiciário, por sua vez, também sofre com a sobrecarga de milhares de processos que tratam, em muitos casos, de direitos já contratados e reconhecidos.
Esse cenário afeta não só os usuários, mas também as operadoras que tentam manter boas práticas. O ambiente de insegurança jurídica e a desconfiança generalizada prejudicam o equilíbrio entre a oferta de serviços e a sustentabilidade econômica.
Conclusão
A judicialização da saúde suplementar no Brasil é um reflexo de falhas em contratos, regulação e práticas gerenciais. Quando tratamentos contratados são negados com base em critérios administrativos rígidos, o Judiciário se torna o único caminho para muitos usuários — elevando os custos e gerando desgastes.
É possível reverter essa tendência com regulação eficaz, contratos mais claros e canais administrativos sólidos, que priorizem a saúde e os direitos do paciente. A busca por equilíbrio é difícil, mas necessária. Um cenário operacional pragmático e ético - sem vilões nem mocinhos - é o melhor que pode acontecer para a saúde das pessoas. E para a reputação do setor.
Fontes
https://economia.uol.com.br
https://www.conjur.com.br
https://noticias.uol.com.br/
https://www.camara.leg.br
https://www.rhnoticias.com.br
SICCS, 9 ANOS!
Solidez, segurança e muitas histórias para contar.
Num mercado onde confiança é essencial, completar quase uma década com reputação consolidada e resultados consistentes é motivo de orgulho - e também de gratidão. No dia 18 de julho, fazemos aniversário! Queremos dividir nossa alegria com você, contando como mantivemos nosso foco no que mais importa.
A SICCS nasceu com o propósito claro de oferecer soluções em riscos e seguros com inteligência técnica, atendimento personalizado e sob medida para o negócio ou vida. Hoje, temos muito mais que números para mostrar: temos toda uma história de excelência que nos trouxe até aqui. E isso importa muito!
Crescimento sustentável, como deve ser
Apenas a título de exemplo, citamos um resultado bastante significativo: no 1º semestre de 2025, crescemos 21% em relação ao mesmo período de 2024. Esse avanço recente reflete nossa postura histórica e estratégica: crescer com responsabilidade, estruturando nossa equipe e nossos processos na medida certa para acompanhar as demandas de nossos clientes, sem perder a agilidade e a proximidade que precisam - e que tanto valorizam.
Nosso modelo de atuação foi pioneiro de uma tendência que se consolidou no setor, tornando-se referência. Estamos sempre em crescimento, mas somos do tamanho certo para entregar tudo o que prometemos: respostas rápidas, atendimento próximo e excelência técnica com responsabilidade em cada etapa do processo de consultoria e corretagem em riscos e seguros.
Segurança que se reflete na confiança dos clientes
Quando falamos em segurança, falamos também, claro, de confiabilidade nos relacionamentos. E é isso que temos construído ao longo desse período: relações duradouras, baseadas em escuta, estratégia, feedback constante e entrega de valor real.
Um bom exemplo disso são os resultados do Keep in Touch – um programa conduzido por uma consultoria externa - que há anos confirmam o que sempre colocamos no centro da nossa operação: a experiência do cliente. Atingimos, invariavelmente, índices elevados de satisfação e fidelização, mostrando que nossa proposta de valor está alinhada às reais necessidades do mercado. E das pessoas…
Uma boutique de seguros com inteligência consultiva
Ao longo dessa trajetória, reforçamos nosso diferencial: não somos apenas uma corretora de seguros, somos parceiros estratégicos de empresas e indivíduos que buscam proteger o que importa com eficiência e visão de longo prazo, mas com soluções imediatas quando necessário.
Hoje, celebramos mais do que um aniversário: celebramos a consolidação de um modelo que acredita no equilíbrio entre solidez e movimento, estrutura e flexibilidade, técnica e empatia.
Mais um diferencial que valoriza quem está conosco
Porque acreditamos que a relação com o cliente vai além da proteção contratada, criamos o Programa de Vantagens SICCS+Seguros - um benefício exclusivo que transforma cada renovação ou novo seguro em uma oportunidade de ganho real. Através dele, nossos segurados recebem de volta uma parcela do prêmio que podem ser usados como crédito nas renovações ou novas contratações de apólices. É mais uma forma de demonstrar, na prática, que valorizar o cliente faz parte da nossa essência.
O futuro segue no horizonte - e nós seguimos preparados
A cada novo desafio, atualizamos nossa estrutura e ampliamos nossa visão. Com o time certo, processos ajustados e a confiança do mercado, seguimos prontos para o que vem - com a mesma essência que nos trouxe até aqui.
Agradecemos a todos os nossos clientes, parceiros e colaboradores. Essa jornada pertence também a cada um que escolheu a SICCS como referência em segurança, cuidado e estratégia. Parece que foi ontem, mas lá se vão 9 anos. No ano que vem, mais do que nunca, seremos 10.
Fraudes em seguros: como agem as quadrilhas
A recente reportagem exibida pelo Fantástico revelou um esquema alarmante que tem movimentado bilhões de reais no Brasil: quadrilhas especializadas estão forjando roubos, acidentes e até mortes falsas para receber indenizações de seguros.
Essas fraudes não só prejudicam as seguradoras, mas impactam diretamente o bolso dos segurados honestos, encarecendo as apólices e comprometendo a confiança no setor. A seguir, explicamos como funcionam esses golpes, quais os riscos envolvidos e como se proteger.
Como funcionam as fraudes em seguros?
Segundo investigações recentes, os criminosos atuam de forma organizada, muitas vezes contando com o apoio de comparsas como médicos, mecânicos, despachantes ou até mesmo funcionários de cartórios. Os principais tipos de golpes incluem:
- Morte forjada - O caso mais chocante envolve um homem que simulou a própria morte por afogamento, emitiu uma certidão de óbito falsa e tentou resgatar R$ 2 milhões em seguro. Ele foi localizado vivo dois meses depois. Casos semelhantes já ocorreram fora do Brasil, como o de John Darwin, no Reino Unido, que fingiu a própria morte em 2002 e foi descoberto apenas em 2007;
- Roubos simulados - Caminhoneiros e motoristas alegam assaltos que nunca aconteceram. Em alguns casos, a carga (ou o veículo) foi vendida anteriormente a receptadores. Segundo a Fides (Federação Interamericana de Empresas de Seguros), cerca de 14% a 15% dos sinistros no Brasil são considerados suspeitos;
- Acidentes inventados - Automóveis são propositalmente danificados ou “perdem o controle” em vias isoladas, tudo para simular uma batida que justifique o pedido de indenização;
- Carros-dublê e fotos adulteradas - Veículos são substituídos por modelos semelhantes ou têm suas fotos manipuladas digitalmente durante a vistoria online.
O impacto no mercado e para o consumidor
A fraude em seguros não é um crime sem vítimas. Mesmo quando o golpe é contra a seguradora, o prejuízo acaba repassado ao mercado como um todo. O resultado é:
- Aumento no valor das apólices;
- Redução de benefícios ou coberturas em contratos futuros;
- Desconfiança nas relações entre segurados e empresas.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) estima que mais de R$ 2 bilhões em pedidos suspeitos tenham sido registrados apenas no primeiro semestre de 2024. Em 2022, as fraudes chegaram a quase R$ 825 milhões, o que equivale a cerca de 16% dos sinistros analisados.
Como as seguradoras estão combatendo as fraudes
Diante desse cenário, as seguradoras estão investindo em tecnologia, inteligência artificial (IA) e parcerias com órgãos de investigação. As principais medidas incluem:
- Cruzamento de dados com registros públicos para verificar a veracidade das informações prestadas;
- Perícias técnicas aprofundadas, que avaliam danos físicos, documentos e circunstâncias do sinistro;
- Auditoria digital em imagens e documentos, para detectar padrões de fraude, como imagens duplicadas, localizações incompatíveis ou informações incoerentes;
- Monitoramento de padrões repetitivos, com algoritmos que cruzam dados de ocorrências semelhantes, participantes recorrentes e históricos suspeitos;
- Ferramentas baseadas em IA, capazes de analisar automaticamente fotos, documentos e perfis de comportamento em poucos segundos, facilitando a identificação de golpes com um nível de volume e precisão que seria impossível de atingir apenas com análise humana.
Além disso, denúncias anônimas feitas por cidadãos ou corretores de confiança - como os da SICCS - têm ajudado a identificar comportamentos suspeitos.
Como o segurado pode se proteger
Mesmo quem age de forma íntegra pode acabar envolvido involuntariamente em esquemas de terceiros. Por isso, é fundamental:
- Desconfiar de propostas “milagrosas” ou pessoas oferecendo ajuda para facilitar sinistros;
- Não aceitar emitir ou assinar documentos falsos;
- Exigir que todas as transações passem pelos canais oficiais da seguradora;
- Ter uma corretora séria e transparente ao seu lado - como a SICCS, que oferece orientação personalizada e acompanhamento completo do seguro.
Conclusão
As fraudes em seguros são um problema grave, mas evitável. Informar-se, manter a documentação em dia e contar com o apoio de uma corretora confiável faz toda a diferença. Na SICCS, nosso compromisso é com a ética, a proteção de nossos clientes e o fortalecimento de um mercado justo e seguro para todos.
Fontes
www.g1.globo.com
www.cnseg.org.br
www.revistacobertura.com.br
www.insurtalks.com.br
Quando os pulmões falham, seu negócio perde o fôlego.
Como seguro empresarial pode reduzir o impacto das doenças respiratórias no inverno
Com a chegada do inverno, o ar seco e as temperaturas mais baixas se tornam o pano de fundo ideal para o aumento de doenças respiratórias. Nas empresas, isso se reflete em absenteísmo, queda de produtividade, maior rotatividade e, em casos mais graves, riscos jurídicos decorrentes de ambientes insalubres. Poucos empresários percebem que, além das medidas preventivas, há uma estratégia complementar que pode blindar a operação: o seguro empresarial.
Quando falamos em doenças respiratórias comuns no frio - como gripes, resfriados, bronquite, pneumonia e agravamentos de quadros alérgicos - é preciso entender que seus impactos vão além da saúde individual. Em ambientes corporativos, o adoecimento em série pode desencadear um efeito dominó que atinge equipes inteiras.
Imagine uma pequena empresa com dez colaboradores. Se três deles precisarem se afastar por causa de problemas respiratórios simultâneos, o ritmo da operação muda. Se um deles estiver em cargo estratégico, o prejuízo se estende ao desempenho e à entrega. E se esse colaborador alegar que as condições do ambiente contribuíram para a piora do quadro, há o risco de responsabilização trabalhista - especialmente se não houver controle de ventilação, limpeza ou fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
O problema se agrava em setores onde o contato com o público é constante. Lojas, escritórios de atendimento, academias, consultórios e centros educacionais são exemplos típicos. Além do risco interno, há o risco de transmissão, o que pode abalar a reputação do negócio. Mesmo que as doenças respiratórias mais comuns sejam consideradas “leves” em muitos casos, seus efeitos acumulados sobre a gestão do dia a dia são tudo, menos leves.
É aí que o seguro empresarial entra como aliado. E não apenas para cobrir incêndio, roubo ou danos ao patrimônio físico, como muitos imaginam.
Algumas apólices permitem incluir coberturas específicas que fazem toda a diferença em tempos de crise sanitária sazonal. Entre elas, destacam-se:
- Cobertura por lucros cessantes, que indeniza a empresa caso ela precise interromper as atividades por questões médicas ou de saúde coletiva.
- Responsabilidade civil geral ou patronal, que pode ser acionada em caso de processos movidos por colaboradores que aleguem danos à saúde causados pelo ambiente de trabalho.
- Assistência emergencial, útil quando há necessidade de limpeza sanitária urgente, manutenção de ar-condicionado ou fornecimento de EPIs.
- Seguro de vida em grupo ou saúde empresarial, que embora não façam parte do seguro patrimonial direto, representam um diferencial competitivo na retenção de talentos e na promoção da saúde interna.
Empresas que investem em medidas preventivas - como revisão dos sistemas de ventilação, limpeza periódica dos filtros de ar, flexibilização do trabalho remoto em períodos críticos e oferta de campanhas de vacinação - demonstram responsabilidade. Mas é o seguro que fecha o ciclo de proteção, oferecendo respaldo financeiro caso as medidas não sejam suficientes.
Em tempos de temperaturas mais baixas, a vulnerabilidade respiratória aumenta, mas não precisa se traduzir em vulnerabilidade empresarial. Estar preparado para lidar com esse tipo de situação é o que diferencia negócios frágeis de negócios resilientes. E nesse cenário, o seguro empresarial se posiciona não como um custo, mas como uma estratégia de continuidade.
Se sua empresa ainda não revisou suas coberturas ou desconhece a possibilidade de personalização da apólice conforme o perfil do seu segmento, o inverno é o momento ideal para isso - e a SICCS está aqui para oferecer a melhor solução para o seu caso. Porque o frio não espera, mas a proteção pode chegar antes dele.
Referências:
www.inca.gov.br
www.gov.br/pt-br
www.cnnbrasil.com.br
www.fenacor.org.br
www.segs.com.br
Presidente-surpresa
A imprevisibilidade de Donald Trump reforça a importância de seguros empresariais e corporativos
Com a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2025 para seu 2º mandato, o mundo assiste novamente a uma liderança marcada por decisões inesperadas, declarações polêmicas e uma abordagem que desafia as normas políticas tradicionais. Essa imprevisibilidade, que já foi uma característica marcante de seu primeiro governo (2017-2021), traz consigo um cenário de incerteza que impacta diretamente os mercados globais, as relações internacionais e, consequentemente, as empresas que operam nesse ambiente volátil.
O “terremoto” Trump e seus efeitos nos negócios
Trump já havia demonstrado, em sua 1ª gestão, uma tendência a tomar decisões que pegam os mercados de surpresa. Exemplos incluem a imposição de tarifas comerciais contra a China, a saída dos EUA do Acordo de Paris e a renegociação abrupta de tratados como o NAFTA (agora USMCA).
Em 2025, com um cenário político e econômico global ainda mais polarizado, espera-se que essa abordagem continue, como vem sendo demostrado. Declarações via redes sociais, como já vimos em seu uso prolífico do Twitter (agora X) no passado, podem alterar o valor de moedas, ações e commodities em questão de horas. Para empresas que dependem de cadeias de suprimentos internacionais, estabilidade cambial ou parcerias comerciais, essa volatilidade é um risco tangível.
Além disso, a política externa de Trump, frequentemente guiada por interesses nacionalistas e negociações de "tudo ou nada", pode gerar tensões geopolíticas. Sanções inesperadas, embargos ou mudanças em alianças estratégicas são exemplos de eventos que podem afetar diretamente empresas com operações transnacionais.
É nesse cenário que os seguros empresariais e corporativos entram como uma rede de proteção essencial. Vamos falar explicitamente de alguns deles: Seguro de Risco Político, Seguro de Risco de Crédito e o Seguro D&O (Directors & Officers), ferramentas indispensáveis para proteger negócios contra os riscos amplificados por essa postura imprevisível.
Seguro de Risco Político: blindando-se contra o inesperado
O Seguro de Risco Político é desenhado para proteger empresas contra perdas decorrentes de instabilidade governamental ou decisões políticas adversas. Em um governo onde políticas podem mudar rapidamente - como a imposição de barreiras comerciais ou a revogação de acordos internacionais - esse tipo de seguro pode cobrir prejuízos causados por expropriação, nacionalização de ativos ou interrupções em contratos devido a ações governamentais. Por exemplo, uma empresa americana operando na América Latina ou na Ásia pode enfrentar riscos adicionais se Trump decidir retaliar economicamente um país por razões diplomáticas. Ter essa cobertura é uma forma de mitigar perdas que fogem ao controle do gestor.
Seguro de Risco de Crédito: garantindo estabilidade financeira
Outro impacto da imprevisibilidade de Trump é a oscilação nos mercados financeiros. Mudanças bruscas em políticas fiscais ou monetárias - como cortes-surpresa de impostos ou pressões sobre o Federal Reserve - podem afetar a liquidez e a confiança no crédito entre empresas. O Seguro de Risco de Crédito protege contra a inadimplência de clientes ou parceiros comerciais, algo que pode se tornar mais comum em um ambiente econômico instável. Imagine uma empresa exportadora que depende de compradores internacionais: se tarifas ou sanções impostas por Trump prejudicam a capacidade de pagamento desses clientes, o seguro pode cobrir o rombo financeiro, mantendo o fluxo de caixa saudável.
Seguro D&O: protegendo líderes em tempos de crise
Os diretores e executivos das empresas (D&O) também enfrentam riscos maiores em um cenário de imprevisibilidade política. Decisões estratégicas tomadas em resposta a políticas de Trump - como realocar fábricas, ajustar preços ou suspender operações em certos mercados - podem gerar litígios por parte de acionistas ou terceiros que se sintam prejudicados. O Seguro D&O oferece proteção financeira e jurídica para esses líderes, cobrindo custos de defesa e indenizações em casos de processos relacionados a suas decisões. Em um ambiente onde uma única postagem de Trump no X pode derrubar ações ou gerar controvérsias, essa cobertura é um escudo vital para a alta gestão.
Planejamento em meio ao caos
A imprevisibilidade de Donald Trump não é apenas um desafio, mas também pode ser uma oportunidade para empresas que se preparam adequadamente. Investir em seguros corporativos como os mencionados não é apenas uma medida de proteção: é também estratégia. Essas soluções permitem que os negócios mantenham a resiliência necessária para navegar em águas turbulentas, fazendo da incerteza uma vantagem competitiva: se você está mais protegido que o seu concorrente para enfrentar um cenário turbulento, seu negócio tem uma vantagem em relação ao dele.
Enquanto Trump continua a moldar o cenário global de maneira inesperada, as empresas que apostam na antecipação e na gestão de riscos estarão mais preparadas para prosperar. Em tempos de caos, a certeza vem da preparação. E, em 2025, com Trump novamente no comando, os seguros empresariais são mais do que uma opção - são uma necessidade.
Você pode contar com a SICCS
Nem é preciso dizer que a SICCS está mais do que preparada para oferecer ao seu negócio as melhores soluções empresariais e corporativas, das quais as citadas nesta matéria são apenas alguns exemplos. Nossos especialistas estão sempre disponíveis para apresentar as muitas opções do nosso portfólio e indicar para você as mais indicadas para o seu caso, agora e no futuro - quem quer que seja o presidente.
Seguros: tendências tecnológicas para 2024
A era digital revolucionou a maneira como diversos negócios “tradicionais” operam e o setor de seguros é um dos que mais incorpora novas tecnologias, para acelerar seu crescimento e alcance. De acordo com a CNseg - Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, o segmento está mobilizado com o objetivo de ampliar sua participação no PIB de 6,5% para 10%, aumentar em 20% a população atendida e impulsionar o volume de indenizações de 4,6% para 6,5% até 2030.
Levantamentos de empresas especializadas indicam que a indústria de seguros passará por forte transformação em 2024, com o consumidor no centro das atenções (onde é mesmo lugar dele) e o poder das mudanças tecnológicas aplicado para facilitar sua vida e a valorizar sua jornada. O setor está, como sempre, adotando tecnologias inovadoras para melhorar seus processos e a satisfação dos clientes. Vejamos algumas tendências para 2024.
Inteligência Artificial - O tema “quente” do momento veio mesmo para ficar, embora ninguém saiba exatamente como e quanto vai impactar o dia a dia dos negócios - e as previsões superotimistas e catastrofistas de sempre soem, como sempre, exageradas. O que é plausível hoje: com IA, as seguradoras podem analisar terabytes de dados de forma rápida e objetiva, identificando padrões e personalizando os seguros individualmente. Na detecção de fraudes, a IA, que facilita o combate a sinistros falsos ou exagerados, declarações e informações pessoais falsas, fraudes etc.
Resiliência cibernética - O lado ruim do item anterior: com a expectativa de que ataques cibernéticos alimentados por IA representem uma ameaça crescente em 2024, a capacidade de resistir a eles é um tema relevante em todos os níveis de uma organização. Todos precisam ser educados sobre a importância de boas práticas de segurança e é indispensável também realizar auditorias regulares em todos os equipamentos da empresa.
Computação quântica - Um tema que parece pertencer à ficção científica, mas que é realidade, com estudos focados em descobrir como utilizar seu máximo potencial. Na área de saúde, por exemplo, a computação quântica pode ser valiosa na simulação de processos químicos, na otimização de projetos farmacêuticos e no avanço do desenvolvimento de tratamento médico personalizado, por meio da genômica. Mas atenção: a computação quântica tem limitações e complexidades que ainda estão sendo pesquisadas e hoje nada sugere que vá substituir por completo a computação “tradicional”. Nem haveria motivo. O caminho mais sensato é quase sempre o da complementaridade.
Telemetria - O eventual comportamento desonesto dos segurados traz enormes prejuízos para as seguradoras. A telemetria pode ajudar as seguradoras a identificar falhas na forma de condução dos motoristas, além de fornecer informações sobre o desempenho do automóvel, permitindo ajustar os prêmios de acordo com cada perfil.
Soluções mobile - É como já se sabe: tudo na palma da mão. Com apenas alguns toques no smartphone é possível cotar, contratar e fazer alterações no seguro. Ter o próprio aplicativo para fornecer aos clientes acesso fácil a informações como apólices, sinistros e pagamentos é um dos recursos mais essenciais que o setor de seguros tem para melhorar a experiência do cliente e ganhar eficiência operacional.
Dispositivos “vestíveis” (wearable) - Possibilitam a coleta de dados valiosos para monitoramento de aspectos da saúde dos segurados em tempo real, como frequência cardíaca e qualidade do sono, permitindo às seguradoras reduzir custos, identificar riscos e prevenir sinistros. As informações possibilitam também que as seguradoras incentivem hábitos saudáveis e ofereçam descontos relacionados a eles.
Esses recursos tecnológicos tendem a influenciar, cedo ou tarde, todos os players do setor de seguros: operadoras/seguradoras, corretoras e, claro, clientes individuais e corporativos/empresariais. Atentos, atualizados e alinhados com todas as mudanças que afetam o segmento, nós, da SICCS, direcionamos os ganhos que as novas tecnologias trazem para ofecer um serviço cada vez melhor àqueles que ajudamos a proteger com nossas soluções inovadoras e customizadas.
Por isso somos, realmente, um boutique de seguros. E, em breve, vamos evoluir além disso.
Fontes:
www.revistaapolice.com.br
www.cnseg.org.br
www.corretoradofuturo.redelojacorr.com.br
Seguro e mudança climática
É bom que se diga, desde o início, que mesmo entre os grandes especialistas no tema há polêmica sobre o que anteriormente era chamado de aquecimento global e depois foi rebatizado de mudança climática. Há até quem defenda que, sim, o aquecimento existe, mas não é causado pela atividade humana. E mesmo entre os que aceitam essa hipótese há discordâncias consistentes sobre a extensão dessa influência, se os efeitos serão realmente trágicos ou não, quando isso ocorrerá - e o que fazer a respeito.
Um olhar mais aprofundado sobre estudos e opiniões revela uma complexidade muito além das notícias alarmistas, dadas sem muito cuidado por grandes veículos de comunicação e instituições que supostamente são autoridades incontestáveis no assunto. A cautela inteligente recomenda sermos sempre bastante cuidadosos com “consensos”, principalmente no que se refere à ciência.
Mas polêmicas e contestações respeitáveis não foram capazes de impedir que o tema clima entrasse na pauta de praticamente o mundo todo, com reflexos importantes sobre a economia de pessoas, empresas, até nações - o Brasil, inclusive. Para além de leis e regulamentações que miram na sustentabilidade ambiental, a variabilidade climática impõe desafios concretos para áreas como o agronegócio, entre outras, e se há algo que pode ser enfaticamente chamado de “sinistro” é uma catástrofe natural. Ou, como vem se tornando usual chamar, um “evento climático extremo”.
Mantenhamos o foco sobre o que é perceptível hoje, agora, e não daqui a 30 ou 50 anos: ou seja, risco iminente. Os dados indicam que estamos em face do El Niño mais intenso dos últimos 25 anos e, com os efeitos do fenômeno se materializando, os analistas de mercado intensificam o monitoramento das consequências sobre diferentes setores da economia. O El Niño é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico - que ocorre em ciclos de 5 a 7 anos e dura, em média, de 1 ano a 1,5 ano - capaz de afetar grande parte do clima, no mundo todo. É uma força da natureza.
Além do aumento da temperatura, o Brasil sofre com secas prolongadas no Norte e Nordeste e chuvas intensas e volumosas no Sul. O fenômeno climático provoca também secas no Sudeste da Ásia e nos países da Oceania, com aumento da incidência de chuvas na região central do Pacífico, assim como na Costa Oeste dos EUA. Com base nos impactos históricos do El Niño e no que já estamos vivenciando, são vários os setores que podem ser afetados:
- Utilities - Devido à volatilidade dos preços de energia à vista, que por motivos climáticos e também geopolíticos devem ter alta;
- Açúcar e grãos - Analistas estimam preços mais baixos para os grãos e reduções das colheitas de açúcar no mundo;
- Alimentos e bebidas - Espera-se impacto significativo do El Niño sobre a produção de carne bovina do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, que representa 60% do total do país;
- Varejo - Mudanças drásticas no clima podem impactar resultados de varejistas de vestuário no lançamento de novas coleções;
- Transportes - Estima-se que pode haver impactos relevantes para operadores logísticos, que sempre lidam com influências ambientais;
- Indústria - Fabricantes de certos equipamentos têm lucros altamente relacionados com preços de grãos, principalmente a soja;
- Seguros e resseguros - Aqui, na verdade, há desafios e oportunidades, relacionados a todos os outros setores. Uma força da natureza que quase por definição é causa de imprevistos revela com ainda mais ênfase a importância estratégica de gerenciar riscos.
Tomemos como exemplo o seguro rural. Num cenário em que o El Niño preocupa (quando não assusta), nem é preciso explicar a importância dessa ferramenta para mitigar possíveis impactos na agricultura. Com o aumento da frequência e intensidade de eventos relacionados ao El Niño e outros fatores climáticos possivelmente alarmantes, essa solução é essencial para garantir a estabilidade financeira dos agricultores e até a segurança alimentar. Além disso, essa proteção financeira pode incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis e resilientes ao clima.
Questões ambientais, com ou sem consenso sobre suas causas, afetam a realidade, as normas e regulamentações, a lucratividade e a vulnerabilidade das empresas a riscos, especialmente no setor rural, mas, como vimos, não se restringindo a ele. Nesse contexto, os seguros - área em que a SICCS é altamente especializada e preparada para oferecer as melhores soluções, em sintonia com as exigências do nosso tempo - são ainda mais fundamentais para a atividade econômica e o sucesso sustentável dos empreendedores.
Quanto mais instável é o clima, mais estável e seguro precisa ser o terreno em que as empresas se movimentam para que continuem impulsionando o desenvolvimento do país.
Fontes
www.cnnbrasil.com.br
www.infomoney.com.br
www.insurtalks.com.br
Seguro empresarial: como contratar bem
Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as contratações de seguros por pessoas jurídicas têm registrado crescimento significativo desde 2020. Considera-se que a pandemia de Covid-19 é um dos motivos, porque evidenciou riscos envolvidos nas atividades empresariais e a importância da proteção contra imprevistos.
Como você provavelmente sabe (mas não custa reforçar), o seguro empresarial foi criado para proteger as empresas e suas operações, assim como seus executivos e líderes, ajudando a minimizar ou até mesmo neutralizar perdas financeiras decorrentes de diversos tipos de riscos, com coberturas que abrangem, entre outros:
- Propriedades, instalações e estoque;
- Responsabilidade civil;
- Interrupção de negócios;
- Dados sensíveis.
Além dessas categorias - que se referem seguros empresariais propriamente ditos - também podem ser contratados corporativamente seguros que têm como objeto a proteção à vida e à saúde dos colaboradores.
Mas, para contratar bem - ou seja, a melhor apólice, com a cobertura mais adequada - cada empresa precisa ser bem avaliada do ponto de vista de suas necessidades específicas, sob pena de ter uma proteção insuficiente ou até mesmo inexistente em caso de imprevistos. Para acertar no importante e estratégico momento de contratar um seguro empresarial/corporativo, é extremamente relevante observar algumas práticas. Veja a seguir.
• Entender detalhadamente suas necessidades - Identificar quais são os riscos que o negócio enfrenta e quais são as coberturas necessárias para mitigá-los, sem arcar com o custo de proteção contra eventos improváveis no exercício de suas operações: contratar uma proteção que jamais será utilizada é desperdício.
• Ler e entender por completo o contrato - Avaliar as políticas de seguro cuidadosamente, compreendendo todas as coberturas e exclusões, idealmente com o apoio de profissionais especializados.
• Comparar - Pesar prós e contras das diversas opções de seguro disponíveis no mercado até encontrar a melhor opção, o que envolve comparar não só preços/custos, mas também coberturas e níveis de serviço.
• Fornecer sempre informações verídicas - As informações disponibilizadas para o corretor de seguros devem ser sempre completas e precisas, incluindo detalhes sobre operações, receita, colaboradores, histórico de sinistros etc. Omissão ou imprecisão de informações, na esperança de uma possível redução no valor do seguro, pode configurar fraude e/ou resultar na negação do pagamento do prêmio pela seguradora.
• Revisar o seguro regularmente - As necessidades de seguro de uma empresa podem mudar ao longo do tempo, portanto é importante revisar a apólice para garantir a cobertura adequada e Não informar alterações relevantes pode impedir o recebimento da indenização.
• Não renovar só na última hora - Negligenciar o vencimento da contratação pode dar margem a ter que aceitar qualquer oferta, para que empresa não fique completamente sem seguro: basta um dia para ocorrer um sinistro. É importante ficar atento à data do vencimento, para que haja tempo de pesquisar com calma, escolher a melhor opção e cumprir todos os trâmites em tempo.
• Não focar exclusivamente no custo - Seguros muito baratos e pacotes prontos podem parecer uma boa ideia, mas gerar grandes prejuízos em caso de sinistros. E quando há grande discrepância de valor entre concorrentes, existem grandes chances de que o contrato seja inadequado ao perfil da sua empresa, ou que a estrutura seja inadequada para um bom atendimento.
• Considerar o período de carência - Durante o período em que há certas restrições à cobertura, as seguradoras produzem uma reserva para garantir os atendimentos aos segurados - uma prática normal no mercado É importante verificar o período de carência do seu contrato, pois se o sinistro ocorrer dentro dele a rigor o segurado não tem direito a receber a indenização.
Boa parte dessas práticas são bastante intuitivas, mas listá-las estimula que sejam lembradas e adotadas - além de orientar quem está começando agora a lidar com seguros corporativos. A última mas não menos importante dica é contar com a parceria de uma corretora em que esses cuidados já fazem parte da competência e experiência dos profissionais. Esse é o caso aqui da SICCS. Que contratar bem um seguro para o seu negócio? Fale com nossos especialistas.
Fontes:
www.revistaapolice.com.br
www.cnseg.org.br