Seguro precisa fazer parte do seu planejamento estratégico
Planejamento estratégico é o processo pelo qual a empresa define sua direção de longo prazo, faz escolhas estruturais, aloca recursos escassos e decide conscientemente quais riscos assumirá para alcançar seus objetivos. Ele existe para reduzir improvisação, aumentar coerência decisória e dar sentido às decisões cotidianas.
Essa definição traz uma implicação direta, muitas vezes negligenciada no ambiente corporativo: o seguro empresarial não é um tema operacional isolado. Ele é, por natureza, um instrumento de gestão de riscos e, portanto, deveria ser considerado no mesmo nível das decisões que moldam o futuro da empresa.
Na prática, contudo, isso nem sempre ocorre. Em muitas organizações, os seguros entram em pauta apenas depois que decisões relevantes já foram tomadas. Expansões, novos contratos, investimentos em ativos, mudanças operacionais ou crescimento geográfico são definidos primeiro. A proteção vem depois, frequentemente de forma reativa, fragmentada e limitada ao cumprimento mínimo de exigências contratuais ou regulatórias.
Do ponto de vista técnico, esse encadeamento é problemático. Quando o seguro não participa do planejamento estratégico, a empresa pode acabar assumindo exposições que não pretendia assumir, pagando mais caro por coberturas emergenciais, operando com lacunas relevantes de proteção ou descobrindo limitações apenas no momento do sinistro. Não se trata de falha de produto, mas de falha de processo decisório.
Toda estratégia envolve risco. Não existe crescimento, inovação ou expansão sem incerteza. O papel do planejamento estratégico não é eliminar riscos, mas decidir quais riscos faz sentido assumir, quais devem ser mitigados e quais precisam ser transferidos. Nesse contexto, o seguro empresarial cumpre uma função específica e insubstituível: a transferência de riscos que seriam excessivamente onerosos ou imprevisíveis se mantidos integralmente no balanço da empresa. Ignorar o seguro nesse momento equivale a planejar apenas metade do caminho.
Na vida real, seguros empresariais interferem diretamente em decisões estratégicas concretas:
- A expansão de operações depende da disponibilidade, do custo e das condições de cobertura de riscos em novas regiões.
- A estruturação de contratos relevantes frequentemente exige seguros específicos, limites elevados e cláusulas técnicas que afetam custo e viabilidade.
- Investimentos em ativos, obras, plantas industriais, frotas, tecnologia ou infraestrutura alteram o perfil de risco da empresa e exigem reavaliação consistente das coberturas.
Da mesma forma, a continuidade do negócio depende de instrumentos como seguros de lucros cessantes e riscos operacionais, que influenciam diretamente a capacidade de atravessar eventos adversos sem comprometer a estratégia.
Outro ponto frequentemente subestimado é o impacto dos seguros na previsibilidade financeira. Prêmios, franquias, limites, exclusões e condições de indenização afetam a estrutura de custos, a volatilidade do fluxo de caixa, a capacidade de absorver perdas inesperadas e a resiliência da empresa em cenários adversos. Sob essa ótica, o seguro também funciona como ferramenta de estabilização financeira e deveria ser considerado ao lado de decisões de investimento e alocação de capital.
Ou seja, um planejamento estratégico que ignora os seguros empresariais é, na melhor das hipóteses, incompleto. Na pior, cria uma falsa sensação de controle. Integrar seguros ao nível estratégico não significa engessar decisões, mas oferecer suporte técnico para que a empresa cresça com mais clareza, previsibilidade e consistência. Em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, essa integração deixa de ser diferencial e passa a ser uma necessidade.
Quando os seguros são tratados de forma estratégica, o papel da corretora também se transforma. Ela deixa de ser apenas intermediária de contratação e passa a atuar como tradutora técnica de riscos para a linguagem empresarial, apoio ao processo decisório e elo entre estratégia, operação e proteção.
Na SICCS, essa visão orienta a atuação consultiva: compreender o negócio, seus objetivos e seus riscos antes de falar em apólices. Porque seguro bem estruturado não é aquele que simplesmente existe, mas o que faz sentido dentro da estratégia da sua empresa.
Fontes
www.universodoseguro.com.br
www.diariodocomercio.com.br
www.iso.org
www.coso.org
www.hbr.org
www.mckinsey.com
Fins, começos e aquilo que permanece
O fim de ano tem uma característica curiosa: ele encerra ciclos sem, de fato, interromper o movimento. As agendas se fecham, os números se consolidam, as luzes se acendem - mas a vida corporativa, assim como a pessoal, não entra em pausa. Ela apenas muda de ritmo.
É um período de balanço, ainda que nem sempre formal. Empresas revisitam decisões, pessoas revisitam escolhas, e o tempo parece pedir uma pergunta simples, mas estrutural: o que valeu a pena proteger ao longo do ano que passou?
No mercado de seguros, essa pergunta nunca é abstrata. Ela se traduz em patrimônio, em pessoas, em continuidade operacional, em contratos que sustentam negócios inteiros. Ao longo do ano, riscos foram assumidos, outros mitigados, alguns evitados. No fim dele, o que fica claro é que proteção não é um evento pontual - é um processo contínuo.
A SICCS atua exatamente nesse espaço entre o que muda e o que precisa permanecer. Mudam os cenários econômicos, as regras do jogo, os marcos regulatórios, as estratégias de crescimento. Permanecem a necessidade de previsibilidade, de estabilidade e de decisões bem informadas. É nesse equilíbrio que a corretagem consultiva encontra seu sentido.
O período de festas costuma ser associado à celebração - e com razão. Mas ele também é um convite silencioso à organização. O planejamento do próximo ano começa agora, mesmo quando não está escrito. Ele começa na revisão de estruturas, na adequação de coberturas, na avaliação de riscos que talvez tenham passado despercebidos no dia a dia acelerado.
Há algo de simbólico no fechamento de um ano. Não se trata apenas de virar o calendário, mas de alinhar expectativas com realidade. No contexto dos seguros, isso significa garantir que aquilo que sustenta o negócio esteja protegido para atravessar o próximo ciclo com solidez.
A SICCS encerra o ano reafirmando esse compromisso: estar presente não apenas quando algo acontece, mas principalmente antes. Antecipar, orientar, estruturar. Porque o verdadeiro valor da proteção raramente aparece no momento da contratação - ele se revela na tranquilidade de seguir adiante.
Que o fim de ano traga pausa quando for possível, reflexão quando for necessário e clareza para os próximos passos. O novo ciclo já começa a ser desenhado - e estar preparado continua sendo a melhor forma de celebrá-lo.
É dezembro: o seguro mudou.
Veja como a nova lei redefine práticas cotidianas do seguro
Este artigo dá continuidade à análise iniciada no texto anterior sobre a Lei 15.040/2024 (em vigor a partir de dezembro 2025), avançando agora para os efeitos concretos que o novo marco legal deve produzir no dia a dia das empresas e do mercado segurador.
Se o primeiro texto apresentou a arquitetura geral da lei, esta segundo artigo foca na operação: como a mudança impacta subscrição, governança, renovação de apólices, definição de riscos e relacionamento entre segurados, corretores e seguradoras ao longo do ciclo contratual. É, portanto, intencionalmente mais técnico e detalhado.
1. Subscrição mais técnica e menor tolerância a lacunas
A Lei 15.040/2024 exige que a descrição de risco seja precisa, atualizada e coerente com a realidade operacional da empresa. Na prática, isso desloca o mercado para um modelo de subscrição mais técnico:
• Informações inconsistentes ou incompletas passam a gerar consequências específicas;
• Retificações tornam-se obrigatórias ao longo da vigência;
• Seguradoras terão menos flexibilidade para aceitar propostas com lacunas.
Empresas que lidam com operações complexas - logística, indústria, varejo de alta capilaridade, serviços financeiros, tecnologia - precisarão revisar parâmetros internos de levantamento de risco. A lei reduz o espaço do “bom senso” contratual e reforça a necessidade de critérios documentados.
2. Governança de riscos deixa de ser diferencial e vira obrigação operacional
Um dos efeitos silenciosos da nova lei é a exigência prática de governança de risco contínua. Não por imposição direta, mas porque declarações imprecisas podem gerar ajustes, limitações ou perda de direito. Além disso, falhas de comunicação deixam registros formais e mudanças operacionais não comunicadas são tratadas como omissão relevante em determinadas linhas de negócio. Portanto, empresas que tratavam seguro como algo centralizado apenas no jurídico ou compras precisarão integrar áreas como operações, compliance, segurança, continuidade de negócios e auditoria. O seguro vira um processo vivo.
3. Renovação de apólices: menor margem de interpretação
A lei reduz a margem de interpretações sobre obrigações, exclusões e limites, o que afeta diretamente o modo como as renovações são feitas:
• Renovações automáticas ficam menos viáveis quando há alterações relevantes no risco;
• Cláusulas que antes geravam dúvidas precisarão ser revistas com precisão;
• Seguradoras tendem a solicitar mais documentação de histórico operacional.
Para as empresas, isso significa um ciclo de renovação mais analítico, com necessidade de planejamento antecipado para evitar períodos descobertos ou renegociações emergenciais.
4. Aumento da rastreabilidade e padronização documental
A obrigatoriedade de clareza contratual e o prazo de 30 dias para disponibilização do documento formal elevam o nível de rastreabilidade das informações. Isso impacta diretamente:
• Compliance interno;
• Auditorias (internas e externas);
• Responsáveis por procurement e controle de riscos.
Documentos auxiliares - anexos técnicos, memoriais de cálculo, listas de bens e processos de mitigação - passarão a ter maior relevância na interpretação de cobertura.
5. Impacto direto para corretores e departamentos internos de seguro
O novo marco legal redistribui responsabilidades:
• Corretores precisarão revisar processos de coleta e entrega de informações, reduzindo riscos de omissão;
• Departamentos internos terão de formalizar comunicações e decisões;
• Seguradoras devem justificar recusas dentro dos prazos formais, o que reorganiza o fluxo de negociação.
Tudo isso converte a relação segurado/corretor/seguradora em um ambiente com menos margem para informalidade.
6. Sinistros: mais previsibilidade, maior rigor documental
A lei privilegia interpretação favorável ao segurado quando houver ambiguidade, mas ao mesmo tempo aumenta a necessidade de coerência documental. Em sinistros, divergências entre operação real e risco declarado terão peso maior: cláusulas antes discutíveis passam a ser mais objetivas e empresas precisarão sustentar danos, causas, mitigação e histórico com precisão. O resultado é um cenário com menos litígio por texto, porém mais exigência por aderência operacional aos termos contratados.
7. Preparação prática para 2026
Para atravessar o período de transição com segurança, recomenda-se que empresas iniciem imediatamente um plano estruturado:
• Revisão técnica e jurídica das apólices vigentes;
• Mapeamento de riscos que possam gerar omissão involuntária;
• Criação ou atualização de protocolos internos de comunicação com corretores e seguradoras;
• Capacitação de equipes;
• Alinhamento com as regulamentações específicas que a Susep publicará nos próximos meses.
A maturidade nesse processo reduz custos, evita disputas e fortalece a posição de negociação. A nova lei não apenas altera cláusulas, mas reorganiza a lógica operacional do seguro empresarial no Brasil, criando um ambiente mais técnico, mais rastreável e menos tolerante a imprecisões.
A SICCS tem especialistas experientes, sempre atualizados em todas as normas e regulamentações do setor. Conte com nossa equipe para orientar e conduzir sua empresa nessa nova realidade.
Fontes
https://www.gov.br/susep/pt-br
https://www.gov.br/fazenda/pt-br
https://www.camara.leg.br
https://www.planalto.gov.br
https://www.segs.com.br
https://www.sindsegsc.org.br
Como o seguro protege cadeias de suprimentos de crises globais
Manter a fluidez das cadeias de suprimentos tornou-se um dos principais desafios das empresas – inclusive as brasileiras. Conflitos geopolíticos, políticas protecionistas e tensões internacionais afetam diretamente a disponibilidade de insumos, os custos logísticos e até a continuidade das operações. Para gestores, compreender esses riscos e adotar estratégias de mitigação é tão crítico quanto inovar em produtos ou serviços.
Entre as ferramentas mais estratégicas, estão os seguros empresarias/corporativos, que vão muito além da proteção patrimonial tradicional: oferecem segurança financeira, suporte em crises inesperadas e a possibilidade de manter a operação ativa mesmo em cenários adversos.
Conflitos e tarifas: impactos concretos na operação
Nos últimos anos, diferentes fatores geopolíticos demonstraram como eventos globais podem gerar consequências imediatas nas operações empresariais brasileiras. Veja a seguir.
- Tarifas internacionais - em 2025, os Estados Unidos aplicaram tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio. Para indústrias que dependem desses insumos, o aumento direto no custo de aquisição alterou orçamentos, atrasou projetos e, em alguns casos, inviabilizou contratos já fechados.
- Crises globais e conflitos regionais - guerras e instabilidades em áreas produtoras de commodities geram elevação de preços, atrasos logísticos e restrições de transporte. Por exemplo, interrupções no fornecimento de semicondutores na Ásia impactaram diretamente a produção de veículos e eletroeletrônicos no Brasil, atrasando entregas e afetando prazos de clientes.
- Oscilações cambiais e flutuações econômicas - medidas protecionistas internacionais também afetam o câmbio, alterando custos de importação e exportação, além de potencializar o risco de inadimplência de parceiros internacionais.
Esses exemplos demonstram que as cadeias de suprimentos não operam isoladas: qualquer alteração no cenário externo pode reverberar em diversos elos da operação, desde fornecedores até clientes finais.
O papel estratégico do seguro
Diante desses riscos, o seguro empresarial/corporativo se torna, ainda mais, uma peça-chave na gestão empresarial. Entre os principais produtos que ajudam a proteger a operação estão:
1. Seguro de transporte internacional;
2. Seguro de crédito e exportação;
3. Seguro de responsabilidade civil e patrimonial;
4. Seguro paramétrico.
Gestão integrada de riscos
Em mercados altamente interligados, não basta contratar um seguro isolado: empresas que conseguem integrar a cobertura com planejamento estratégico ganham maior previsibilidade e resiliência. Isso inclui:
1. Mapeamento de fornecedores e parceiros críticos;
2. Diversificação de rotas e origens de insumos;
3. Monitoramento de indicadores globais;
4. Integração de seguros e inteligência de risco.
Essa abordagem transforma o seguro em uma ferramenta ativa de gestão, capaz de proteger a empresa antes que crises impactem receitas e produtividade.
Benefícios tangíveis do seguro integrado
Empresas que estruturam adequadamente suas políticas de seguro e gestão de risco obtêm vantagens concretas, como:
1. Redução de perdas financeiras;
2. Continuidade operacional;
3. Planejamento estratégico mais confiável;
4. Vantagem competitiva.
Como agir
A complexidade das cadeias de suprimentos exige atenção permanente. Antes de contratar seguros ou implementar planos de mitigação, recomenda-se:
1. Avaliar riscos específicos de cada operação;
2. Escolher produtos de seguro adequados;
3. Integrar seguros ao planejamento corporativo.
A SICCS apoia empresas na construção de estratégias personalizadas de seguro corporativo, considerando riscos globais e impactos locais. Com consultoria especializada, é possível reduzir vulnerabilidades, proteger ativos e garantir que a operação continue produtiva mesmo em cenários instáveis.
Referências
www.investopedia.com
www.wto.org
www.economist.com
www.valor.globo.com
www.reuters.com
www.segs.com.br
Fraudes em seguros: como agem as quadrilhas
A recente reportagem exibida pelo Fantástico revelou um esquema alarmante que tem movimentado bilhões de reais no Brasil: quadrilhas especializadas estão forjando roubos, acidentes e até mortes falsas para receber indenizações de seguros.
Essas fraudes não só prejudicam as seguradoras, mas impactam diretamente o bolso dos segurados honestos, encarecendo as apólices e comprometendo a confiança no setor. A seguir, explicamos como funcionam esses golpes, quais os riscos envolvidos e como se proteger.
Como funcionam as fraudes em seguros?
Segundo investigações recentes, os criminosos atuam de forma organizada, muitas vezes contando com o apoio de comparsas como médicos, mecânicos, despachantes ou até mesmo funcionários de cartórios. Os principais tipos de golpes incluem:
- Morte forjada - O caso mais chocante envolve um homem que simulou a própria morte por afogamento, emitiu uma certidão de óbito falsa e tentou resgatar R$ 2 milhões em seguro. Ele foi localizado vivo dois meses depois. Casos semelhantes já ocorreram fora do Brasil, como o de John Darwin, no Reino Unido, que fingiu a própria morte em 2002 e foi descoberto apenas em 2007;
- Roubos simulados - Caminhoneiros e motoristas alegam assaltos que nunca aconteceram. Em alguns casos, a carga (ou o veículo) foi vendida anteriormente a receptadores. Segundo a Fides (Federação Interamericana de Empresas de Seguros), cerca de 14% a 15% dos sinistros no Brasil são considerados suspeitos;
- Acidentes inventados - Automóveis são propositalmente danificados ou “perdem o controle” em vias isoladas, tudo para simular uma batida que justifique o pedido de indenização;
- Carros-dublê e fotos adulteradas - Veículos são substituídos por modelos semelhantes ou têm suas fotos manipuladas digitalmente durante a vistoria online.
O impacto no mercado e para o consumidor
A fraude em seguros não é um crime sem vítimas. Mesmo quando o golpe é contra a seguradora, o prejuízo acaba repassado ao mercado como um todo. O resultado é:
- Aumento no valor das apólices;
- Redução de benefícios ou coberturas em contratos futuros;
- Desconfiança nas relações entre segurados e empresas.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) estima que mais de R$ 2 bilhões em pedidos suspeitos tenham sido registrados apenas no primeiro semestre de 2024. Em 2022, as fraudes chegaram a quase R$ 825 milhões, o que equivale a cerca de 16% dos sinistros analisados.
Como as seguradoras estão combatendo as fraudes
Diante desse cenário, as seguradoras estão investindo em tecnologia, inteligência artificial (IA) e parcerias com órgãos de investigação. As principais medidas incluem:
- Cruzamento de dados com registros públicos para verificar a veracidade das informações prestadas;
- Perícias técnicas aprofundadas, que avaliam danos físicos, documentos e circunstâncias do sinistro;
- Auditoria digital em imagens e documentos, para detectar padrões de fraude, como imagens duplicadas, localizações incompatíveis ou informações incoerentes;
- Monitoramento de padrões repetitivos, com algoritmos que cruzam dados de ocorrências semelhantes, participantes recorrentes e históricos suspeitos;
- Ferramentas baseadas em IA, capazes de analisar automaticamente fotos, documentos e perfis de comportamento em poucos segundos, facilitando a identificação de golpes com um nível de volume e precisão que seria impossível de atingir apenas com análise humana.
Além disso, denúncias anônimas feitas por cidadãos ou corretores de confiança - como os da SICCS - têm ajudado a identificar comportamentos suspeitos.
Como o segurado pode se proteger
Mesmo quem age de forma íntegra pode acabar envolvido involuntariamente em esquemas de terceiros. Por isso, é fundamental:
- Desconfiar de propostas “milagrosas” ou pessoas oferecendo ajuda para facilitar sinistros;
- Não aceitar emitir ou assinar documentos falsos;
- Exigir que todas as transações passem pelos canais oficiais da seguradora;
- Ter uma corretora séria e transparente ao seu lado - como a SICCS, que oferece orientação personalizada e acompanhamento completo do seguro.
Conclusão
As fraudes em seguros são um problema grave, mas evitável. Informar-se, manter a documentação em dia e contar com o apoio de uma corretora confiável faz toda a diferença. Na SICCS, nosso compromisso é com a ética, a proteção de nossos clientes e o fortalecimento de um mercado justo e seguro para todos.
Fontes
www.g1.globo.com
www.cnseg.org.br
www.revistacobertura.com.br
www.insurtalks.com.br
Quando os pulmões falham, seu negócio perde o fôlego.
Como seguro empresarial pode reduzir o impacto das doenças respiratórias no inverno
Com a chegada do inverno, o ar seco e as temperaturas mais baixas se tornam o pano de fundo ideal para o aumento de doenças respiratórias. Nas empresas, isso se reflete em absenteísmo, queda de produtividade, maior rotatividade e, em casos mais graves, riscos jurídicos decorrentes de ambientes insalubres. Poucos empresários percebem que, além das medidas preventivas, há uma estratégia complementar que pode blindar a operação: o seguro empresarial.
Quando falamos em doenças respiratórias comuns no frio - como gripes, resfriados, bronquite, pneumonia e agravamentos de quadros alérgicos - é preciso entender que seus impactos vão além da saúde individual. Em ambientes corporativos, o adoecimento em série pode desencadear um efeito dominó que atinge equipes inteiras.
Imagine uma pequena empresa com dez colaboradores. Se três deles precisarem se afastar por causa de problemas respiratórios simultâneos, o ritmo da operação muda. Se um deles estiver em cargo estratégico, o prejuízo se estende ao desempenho e à entrega. E se esse colaborador alegar que as condições do ambiente contribuíram para a piora do quadro, há o risco de responsabilização trabalhista - especialmente se não houver controle de ventilação, limpeza ou fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
O problema se agrava em setores onde o contato com o público é constante. Lojas, escritórios de atendimento, academias, consultórios e centros educacionais são exemplos típicos. Além do risco interno, há o risco de transmissão, o que pode abalar a reputação do negócio. Mesmo que as doenças respiratórias mais comuns sejam consideradas “leves” em muitos casos, seus efeitos acumulados sobre a gestão do dia a dia são tudo, menos leves.
É aí que o seguro empresarial entra como aliado. E não apenas para cobrir incêndio, roubo ou danos ao patrimônio físico, como muitos imaginam.
Algumas apólices permitem incluir coberturas específicas que fazem toda a diferença em tempos de crise sanitária sazonal. Entre elas, destacam-se:
- Cobertura por lucros cessantes, que indeniza a empresa caso ela precise interromper as atividades por questões médicas ou de saúde coletiva.
- Responsabilidade civil geral ou patronal, que pode ser acionada em caso de processos movidos por colaboradores que aleguem danos à saúde causados pelo ambiente de trabalho.
- Assistência emergencial, útil quando há necessidade de limpeza sanitária urgente, manutenção de ar-condicionado ou fornecimento de EPIs.
- Seguro de vida em grupo ou saúde empresarial, que embora não façam parte do seguro patrimonial direto, representam um diferencial competitivo na retenção de talentos e na promoção da saúde interna.
Empresas que investem em medidas preventivas - como revisão dos sistemas de ventilação, limpeza periódica dos filtros de ar, flexibilização do trabalho remoto em períodos críticos e oferta de campanhas de vacinação - demonstram responsabilidade. Mas é o seguro que fecha o ciclo de proteção, oferecendo respaldo financeiro caso as medidas não sejam suficientes.
Em tempos de temperaturas mais baixas, a vulnerabilidade respiratória aumenta, mas não precisa se traduzir em vulnerabilidade empresarial. Estar preparado para lidar com esse tipo de situação é o que diferencia negócios frágeis de negócios resilientes. E nesse cenário, o seguro empresarial se posiciona não como um custo, mas como uma estratégia de continuidade.
Se sua empresa ainda não revisou suas coberturas ou desconhece a possibilidade de personalização da apólice conforme o perfil do seu segmento, o inverno é o momento ideal para isso - e a SICCS está aqui para oferecer a melhor solução para o seu caso. Porque o frio não espera, mas a proteção pode chegar antes dele.
Referências:
www.inca.gov.br
www.gov.br/pt-br
www.cnnbrasil.com.br
www.fenacor.org.br
www.segs.com.br
5 DE JUNHO | Dia Mundial do Meio Ambiente
Uma boa data para falar de Seguro Ambiental
No dia 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente - uma data que convida governos, empresas e indivíduos a refletirem sobre sua relação com o planeta. No ambiente corporativo, mais do que uma reflexão, a data é um lembrete estratégico: proteger o meio ambiente também é proteger o próprio negócio. E vice-versa.
A origem da data remete à Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, em 1972, primeiro grande encontro internacional voltado exclusivamente às questões ambientais. Como desdobramento da conferência, a ONU instituiu o dia 5 de junho como data celebrativa, a fim de chamar a atenção global para os problemas ambientais e ações de proteção ao planeta.
Mas, ao falar de proteção, é impossível para a SICCS não destacar o papel dos seguros empresariais e corporativos, que vêm evoluindo para cobrir riscos cada vez mais complexos - entre eles, ambientais. Neste artigo, você vai entender como o Dia Mundial do Meio Ambiente se conecta diretamente à gestão de riscos nas empresas e como o seguro pode ser uma ferramenta aliada da sustentabilidade.
Gestão de riscos ambientais: um tema que sai caro ignorar
Empresas que operam com substâncias químicas, atividades extrativistas, transporte de cargas perigosas ou construção civil estão mais expostas a riscos ambientais severos. Mas mesmo negócios urbanos, como supermercados, hospitais ou data centers, podem causar danos ao meio ambiente em caso de acidentes.
Esses riscos envolvem:
- Vazamentos e contaminações do solo ou lençol freático
- Emissão irregular de poluentes
- Acidentes com resíduos tóxicos
- Danos à fauna e flora locais
- Processos judiciais e multas ambientais cada vez mais pesadas
É aí que entra o Seguro Ambiental, modalidade que cobre os prejuízos decorrentes desses eventos - incluindo custos de reparação, indenizações a terceiros e despesas jurídicas. Ter essa cobertura pode ser a diferença entre uma crise controlada e um prejuízo irreparável.
ESG: o seguro como parte da responsabilidade corporativa
A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) deixou de ser um diferencial para se tornar um padrão mínimo de reputação e credibilidade no mercado. Investidores, clientes e parceiros comerciais analisam cada vez mais os critérios ambientais das empresas antes de fechar qualquer negócio. Mesmo com a onda refluindo em parte (devido a mudanças políticas do atual governo Trump), neste contexto incluir seguros com cobertura ambiental na estratégia da sua empresa demonstra:
- Compromisso com a prevenção de danos
- Responsabilidade legal e social
- Maturidade na gestão de riscos
- Alinhamento a objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS)
Além disso, empresas bem reconhecidas por políticas de ESG tendem a valorizar sua marca, atrair melhores talentos e acessar condições mais favoráveis de crédito e financiamento.
Mudanças climáticas e continuidade dos negócios
Eventos naturais extremos sempre fizeram parte da história e também fazem parte do presente. Hoje muitos atribuem sua ocorrência à mudança climática do planeta - outrora, e ainda, chamada de “aquecimento global” - embora a hipótese seja muito disputada no que se refere a intensidade e causalidade (se pode ou não levar à extinção de ecossistemas inteiros e se a causa é realmente antropogênica, ou seja, resultado da atividade humana).
De qualquer forma, tais eventos não são uma ameaça distante. Alagamentos, deslizamentos, incêndios florestais, ondas de calor e seca afetam cadeias produtivas, logística, energia e infraestrutura. Portanto, mais do que proteger o meio ambiente, seguros ajudam também a proteger sua empresa de efeitos do meio ambiente sobre ela. Coberturas importantes nesse cenário incluem:
- Seguro patrimonial com cobertura para danos naturais
- Seguro de lucros cessantes (para perdas financeiras durante paralisações)
- Seguro de interrupção de negócios (que garante a continuidade das operações)
Negócios que se planejam com esse tipo de proteção têm mais resiliência diante das incertezas climáticas.
Uma oportunidade de comunicação estratégica
O Dia Mundial do Meio Ambiente também pode ser aproveitado como um momento-chave para fortalecer a imagem institucional da sua empresa. Isso vale tanto para ações internas (endomarketing e engajamento de colaboradores) quanto para comunicação externa.
Algumas ideias incluem:
- Mostrar como sua empresa atua com responsabilidade ambiental
- Apresentar os seguros contratados como parte da gestão sustentável
- Divulgar metas de ESG e iniciativas verdes já implementadas
- Compartilhar conteúdos educativos nas redes sociais e no blog corporativo
Ao fazer isso com coerência e verdade, você mostra que sua empresa não espera que o futuro aconteça para agir - ela se antecipa. Porque proteger o meio ambiente e proteger seu negócio não são metas concorrentes, mas duas faces da mesma estratégia inteligente.
Se sua empresa ainda não considera os riscos ambientais na contratação de seguros, essa data é o momento ideal para repensar a escolha. E a SICCS é a escolha ideal para consultar nessa data: temos soluções de Seguro Ambiental dentre as quais nossa equipe de especialistas indicará uma sob medida para o seu negócio.
Claro, pode ser mais de uma - e vale para o caso de você já ter um seguro desse tipo, mas desejar fazer uma nova apólice e/ou renovação por uma corretora diferente, que oferece atendimento de excelência personalizado - uma verdadeira boutique de seguros. Porque sustentabilidade também se constrói com prevenção.
Fontes
www.gov.br/mma/pt-br
www.estrategiaods.org.br
www.cnnbrasil.com.br
www.onu.org.br
www.unep.org
www.un.org
Zoom Fatigue: videochamada cansa.
O que é Zoom Fatigue?
Zoom Fatigue, ou “fadiga do Zoom”, é o cansaço físico e mental associado ao uso prolongado de plataformas de videoconferência como Zoom, Microsoft Teams e Google Meet. Caracteriza-se por sintomas como exaustão, dificuldade de concentração, irritabilidade, dores de cabeça e tensão muscular após longas reuniões virtuais.
Diferente da fadiga gerada por interações presenciais, esse fenômeno está ligado à sobrecarga cognitiva causada por elementos específicos do ambiente virtual. O esforço extra para interpretar sinais não-verbais por meio de telas, a pressão constante de estar “visível” - incluindo a autoconsciência gerada pela autovisualização - e a falta de pausas naturais entre as interações são fatores que aumentam essa fadiga.
Como o fenômeno começou a ser estudado?
O termo “Zoom Fatigue” ganhou destaque no início da pandemia de COVID-19, em 2020, quando lockdowns e o trabalho remoto forçaram a migração massiva das interações presenciais para o digital. Milhões passaram a depender diariamente de videoconferências, muitas vezes por horas seguidas.
Um dos primeiros estudos sistemáticos foi publicado por Jeremy Bailenson, professor da Universidade de Stanford, no artigo Nonverbal Overload (2020). Bailenson apontou 4 fatores principais que contribuem para a fadiga:
- Contato visual intenso - Rostos em close-up na tela exigem mais esforço cognitivo que na vida real;
- Autoimagem constante - Ver a própria imagem aumenta a autoconsciência e o estresse;
- Imobilidade - Ficar sentado por longos períodos gera desconforto físico;
- Sobrecarga cognitiva - Decodificar sinais não-verbais em telas pequenas exige esforço mental adicional.
Essas descobertas foram amplamente divulgadas por veículos como BBC e The New York Times, catalisando novas pesquisas em psicologia e neurociência, que confirmaram que o Zoom Fatigue é um fenômeno real e mensurável, com impacto direto no bem-estar.
O que sabemos sobre Zoom Fatigue?
Pesquisas mais recentes indicam que o Zoom Fatigue talvez afete desproporcionalmente as mulheres, devido a supostas pressões sociais para manterem aparência apresentável (tipo de alegação diante da qual é sempre bom desconfiar de alguma contaminação ideológica) e maior acúmulo de tarefas domésticas durante o trabalho remoto (Journal of Applied Psychology, 2021). Estudos neurocientíficos mostraram que a exposição prolongada a videochamadas ativa intensamente o córtex pré-frontal, esgotando os recursos cognitivos disponíveis (Nature, 2021).
Outros dados relevantes incluem:
- Reuniões longas, multitarefas durante chamadas, falta de pausas e conexões instáveis aumentam o cansaço;
- Pessoas introvertidas ou com ansiedade social tendem a sentir mais fadiga, enquanto extrovertidos são menos afetados;
- A Microsoft (2021) constatou que 54% dos trabalhadores remotos sentem exaustão após videoconferências;
- A Pew Research (2022) reportou que 60% dos profissionais em home office experimentam sintomas de Zoom Fatigue ao menos ocasionalmente.
Zoom Fatigue pós-pandemia: um desafio ainda atual
Apesar do retorno gradual ao trabalho presencial desde 2022, o fenômeno permanece relevante em 2025. O modelo híbrido, adotado por cerca de 63% das empresas globais (Gartner, 2024), mantém as videoconferências como parte essencial da rotina, especialmente para equipes geograficamente dispersas.
O Zoom Fatigue persiste por causa de:
- Hibridismo no trabalho - Reuniões mistas continuam exigindo longas videochamadas;
- Cultura de reuniões excessivas – Nada menos que 47% dos profissionais apontam “reuniões desnecessárias” como um problema (Harvard Business Review, 2024);
- Novas tecnologias ainda insuficientes - Ferramentas como realidade aumentada (ex.: Microsoft Mesh) buscam melhorar a experiência, mas não eliminam o cansaço (TechCrunch, 2025).
Como mitigar os efeitos do Zoom Fatigue?
Especialistas recomendam:
- Limitar a duração e o número de reuniões virtuais;
- Inserir pausas regulares para descanso mental e físico;
- Desligar a câmera quando possível para reduzir a pressão da autovisualização;
- Promover encontros presenciais quando viável para equilibrar a comunicação;
- Estimular a conscientização sobre os sintomas da fadiga digital no ambiente de trabalho e estudo.
Concluindo...
A Zoom Fatigue, que emergiu e foi intensamente estudado durante a pandemia, é uma questão persistente no cenário do trabalho híbrido e das interações digitais. Embora estratégias simples possam ajudar a reduzir seus efeitos, o fenômeno revela a necessidade de repensar como usamos a tecnologia para equilibrar produtividade e bem-estar. Entender e mitigar essa fadiga será essencial para manter equipes saudáveis, engajadas e eficazes.
A verdade é que, num mundo cada vez mais conectado, algum nível de exaustão digital será inevitável. Mas inevitável não significa intransponível. O desafio agora é aprender a conviver com os limites da virtualidade sem ceder ao cansaço crônico - buscando não um retorno ao que era, mas um avanço mais humano e sustentável na forma como nos comunicamos.
Fontes
www.nexojornal.com.br
www.uol.com.br
www.revistagalileu.globo.com
www.cnnbrasil.com.bre
www.tmb.apaopen.org
www.microsoft.com
www.resources.owllabs.com
www.pewresearch.org
www.gartner.com
www.techcrunch.com
Saúde mental no trabalho: o impacto da NR-1
A partir de 2026, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), atualizada pela Portaria MTE nº 1.449/2024, passará a exigir oficialmente que a saúde mental seja incluída no centro das relações de trabalho no Brasil. Com a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), empresas de todos os portes precisarão identificar e gerenciar fatores como estresse, assédio e burnout.
A obrigatoriedade das novas medidas foi adiada por 12 meses para garantir uma transição mais segura. Durante esse período, a fiscalização será apenas orientativa, sem aplicação de penalidades.
Essa mudança não só redefine a gestão de pessoas, mas também abre novas oportunidades no mercado de seguros corporativos. Nesta matéria, exploramos como a NR-1 impacta o setor e como se posicionar estrategicamente.
O que muda com a NR-1?
A NR-1 passará a exigir que empresas mapeiem riscos psicossociais, como jornadas excessivas, metas abusivas e conflitos interpessoais, e implementem medidas preventivas, como:
– Pesquisas de clima organizacional;
– Canais de denúncia contra assédio;
– Programas de apoio psicológico;
– Treinamentos para prevenção de riscos psicossociais.
Com fiscalização mais rigorosa prevista para 2026, especialmente em setores como teleatendimento, bancos e saúde, as empresas precisarão estar preparadas para cumprir essas exigências. Dados do INSS (2022) revelam que 209.124 trabalhadores foram afastados por transtornos mentais, destacando a urgência do tema.
O impacto no mercado de seguros corporativos
A nova regulamentação cria uma demanda crescente por soluções que protejam empresas e trabalhadores, impulsionando o mercado de seguros corporativos. Veja a seguir.
1 – Seguros de saúde com foco em saúde mental
Empresas buscarão apólices que cubram serviços psicológicos e psiquiátricos, além de programas de bem-estar. Seguradoras podem oferecer planos personalizados, incluindo teleconsultas e cobertura para tratamentos de ansiedade, depressão e burnout, alinhando-se às exigências da NR-1.
2- Seguros de responsabilidade civil
Com o aumento de denúncias por assédio moral e sexual, empresas precisarão de apólices que protejam contra processos trabalhistas relacionados a ambientes de trabalho “tóxicos”. Esses seguros podem cobrir custos legais e indenizações, mitigando riscos financeiros.
3 – Seguros contra afastamentos
Transtornos mentais são uma das principais causas de absenteísmo. Seguradoras podem desenvolver produtos que compensem perdas por afastamentos, incentivando empresas a investir em prevenção para reduzir sinistralidade.
4 – Consultoria em gestão de riscos psicossociais
Além de apólices, seguradoras podem oferecer serviços de consultoria para ajudar empresas a cumprir a NR-1, como diagnósticos de riscos psicossociais e treinamentos, criando um diferencial competitivo.
Como isso impacta o segmento de seguros?
A NR-1 certamente é um desafio, mas também uma oportunidade para que atores do segmento de seguros se destaquem suprindo novas demandas do mercado empresarial/corporativo. Vejamos a seguir algumas estratégias:
– Desenvolvimento de produtos inovadores: planos com foco em saúde mental, como acesso a plataformas de terapia online (ex.: Vittude) ou programas de mindfulness.
– Parcerias com especialistas: colaborações com psicólogos e consultores de RH para oferecer soluções integradas.
– Campanhas de conscientização: marketing voltado para a importância da saúde mental, reforçando a conformidade com a NR-1 e a Lei 14.831/2024, que criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental.
Benefícios para empresas e trabalhadores
Investir em saúde mental não é apenas uma obrigação legal, mas uma estratégia de negócios. Empresas que se adequam à NR-1 tendem a reduzir absenteísmo e turnover, aumentar a produtividade e o engajamento e melhorar sua reputação como empregadoras.
Para os trabalhadores, a norma tende a garantir ambientes mais seguros e acolhedores, reduzindo o impacto de transtornos mentais, que, segundo a OMS, custam US$ 1 trilhão à economia global anualmente.
Como a SICCS pode ajudar sua empresa?
Diante desse cenário, a SICCS está preparada para apoiar a adaptação do seu negócio. Algumas iniciativas:
– Capacitação de corretores para oferecer soluções voltadas à saúde mental e conformidade com a NR-1.
– Investimento em tecnologia, a fim de utilizar dados para mapear riscos psicossociais e personalizar apólices.
– Monitoramento da legislação, acompanhando projetos como o PL 4.479/24, que propõe obrigatoriedade de promoção da saúde mental em empresas com mais de 50 funcionários.
A atualização da NR-1 marca uma nova era na gestão de saúde mental no trabalho. Corretores e seguradoras que anteciparem essa demanda, oferecendo produtos e serviços alinhados às novas exigências, conquistam uma vantagem competitiva clara — como a SICCS já vem fazendo.
Por você e por seus colaboradores, fale com nossos especialistas. Proteger a saúde mental dos trabalhadores não é apenas cumprir a lei: é investir em um futuro corporativo mais humano, produtivo e sustentável.
A transformação digital nas pequenas empresas
Um review dos desafios e oportunidades dos últimos anos
Nos últimos anos, a transformação digital deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade imperativa para as pequenas empresas brasileiras. Esse processo, embora repleto de oportunidades, também apresenta desafios significativos. Vamos explorar cronologicamente como a transformação digital vem impactando as pequenas empresas no Brasil, destacando avanços e obstáculos enfrentados. Como estamos apenas no 4º mês de 2025, nossa analise contemplará, o período 2020-2024.
O que são pequenas empresas?
No contexto brasileiro, e para efeitos deste artigo, pequenas empresas são aquelas classificadas como Microempresas (ME) ou Empresas de Pequeno Porte (EPP), conforme definido pelo Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006). Elas representam cerca de 99% dos empreendimentos do país e têm papel central na geração de empregos.
Linha do tempo: 2020 a 2024
2020 - O despertar digital
A pandemia de COVID-19 acelerou drasticamente a digitalização. Com as restrições de mobilidade, muitas pequenas empresas adotaram plataformas de e-commerce, redes sociais e aplicativos de entrega.
• Desafios - falta de infraestrutura e conhecimento digital.
• Oportunidades - acesso a novos clientes via canais digitais.
2021 - Adaptação e consolidação
Com a pandemia ainda em curso, as empresas consolidaram suas presenças online. Marketing digital, atendimento remoto e sistemas de gestão tornaram-se prioritários.
• Desafios - concorrência digital intensa.
• Oportunidades - fidelização via experiência do usuário.
2022 - Avanços tecnológicos
Soluções como inteligência artificial e automação começaram a ser exploradas. Iniciativas como o Brasil mais produtivo ofereceram suporte técnico e financeiro.
• Desafios - custo e capacitação da equipe.
• Oportunidades - eficiência e redução de desperdícios.
2023 - Maturidade digital
Segundo o Índice de Transformação Digital Brasil 2024, o grau de maturidade digital das empresas brasileiras saltou de 3,3 para 3,7 pontos em um ano. A cultura digital se solidificou.
• Desafios - manter a inovação contínua.
• Oportunidades - consolidação e fortalecimento da marca.
2024 - Sustentabilidade e inovação
Empresas passam a integrar soluções digitais com práticas sustentáveis e a investir em diferenciação baseada em propósito.
• Desafios - alinhamento entre inovação e ESG.
• Oportunidades - vantagem competitiva por valores.
Indicadores de produtividade
De acordo com a McKinsey, empresas com alta maturidade digital no Brasil crescem até três vezes mais no EBITA do que as demais. Programas públicos como o “Brasil Mais Produtivo” preveem R$ 2 bilhões em investimentos e suporte a mais de 200 mil pequenas e médias empresas até 2027. A transformação digital tem sido, ao mesmo tempo, um catalisador e um divisor de águas para as pequenas empresas. Quem resistiu ou atrasou essa transição está, hoje, em clara desvantagem. Para o empresário, o recado é direto: investir em transformação digital não é opcional. É essencial para competir - e sobreviver - nos próximos anos.
Conclusão
Nesse cenário de transformação digital acelerada, proteger o negócio vai além da segurança da informação: passa também por blindar a operação contra riscos físicos, jurídicos e patrimoniais. É aí que entram os seguros empresariais como aliados estratégicos. Ao mesmo tempo em que as empresas investem em tecnologia para crescer, garantir que esse crescimento esteja protegido se torna essencial - especialmente diante de um ambiente cada vez mais volátil e digitalmente exposto.
A SICCS tem a alta expertise técnica e a experiência de mercado necessária, em vários segmentos, para proteger seu negócio nos novos tempos que se avizinham (e nos que já chegaram...), qualquer que seja o ponto de transformação digital em que sua empresa se encontre. Fale com nossos especialistas e descubra quais soluções sob medida para você.











