Saúde faz bem para os negócios

Saúde faz bem para os negócios

Uma empresa que investe em seguro certamente tem gestores que acreditam no valor da prevenção. Nada mais coerente, portanto, que essa visão inclua a saúde dos colaboradores. Tanto para o bem-estar das pessoas como para a produtividade da empresa, prevenção é uma palavra-chave para os melhores resultados.

Uma boa decisão de gestão, por exemplo, é utilizar os canais de comunicação corporativos para estimular o autocuidado e as práticas relacionadas com a conquista e a preservação de uma boa saúde. Aquelas que todo mundo conhece: alimentação equilibrada, atividade física regular, consultas frequentes a certos profissionais da área.

Mas e se a empresa for além e oferecer essas atividades como um benefício, ou como algo a mais dentro dos benefícios que já oferece? Se quanto mais fácil for adotar uma prática maior for a adesão a ela, desenvolver um programa desse tipo pode se tornar um investimento com excelente custo-benefício.

Não é segredo para ninguém que uma das maiores causas de absenteísmo são problemas de saúde, de todos os tipos. É corrente hoje a noção de saúde integral: física, emocional, social, espiritual e intelectual. São muitas “saúdes” para ter problema, e, portanto, muitas variações do tema para cuidar. Esperar que a equipe pense nisso tudo por si mesma parece otimista demais. Já incentivá-la a fazer isso, é mais pragmático e realista.

Muitas empresas contratam programas “in-company” relacionados às “5 saúdes”, que vão desde a prática de atividade física, passando por técnicas de relaxamento e meditação e chegando até consultas preventivas com médicos generalistas (e encaminhamento a especialistas, quando necessário). Sempre, claro, com orientação e/ou sob supervisão de profissionais de cada área.

É evidente que uma equipe com tudo isso à disposição, devidamente informada sobre essas possibilidades, tende a ter uma saúde melhor, por mais tempo, e que isso terá impactos diretos e indiretos no aumento da produtividade e na redução do absenteísmo. A adesão não será 100%, porque nunca é – em nada – mas a probabilidade de ter mais gente da empresa se cuidando, e, portanto, trabalhando mais e melhor, aumenta bastante.

Sem falar na melhora da disposição do colaborador em se dedicar a uma organização que o faz sentir-se bem cuidado e no possível ganho de reputação externa da empresa, sempre desejável e estratégico. No melhor dos mundos, essa preocupação com as pessoas será genuína, valorizando ainda mais os efeitos positivos das ações geradas por ela.

Para um gestor com postura humanizada e familiarizado com uma visão contemporânea da saúde, não basta oferecer meios e recursos para que o colaborador se trate adequadamente quando fica doente: é preciso estimulá-lo a tratar bem a si mesmo, o tempo todo, para que não fique.