Telas: use com moderação.
A interação presencial é mais rica que o ambiente virtual.
Desde o surgimento das principais redes sociais digitais, no início dos anos 2.000, e principalmente com o aumento escalar de seu uso, cerca de uma década depois e até hoje, neurocientistas e outros profissionais dedicados ao estudo do comportamento e da cognição se interessaram e vêm investigando como a exposição prolongada a essas novas mídias e a interação virtual podem afetar o cérebro e nosso modo de estar, perceber e agir no mundo.
É certo que a existência das plataformas digitais abriu um universo de possibilidades quase infinitas para a humanidade, mas sempre houve suspeitas e indícios de que o, digamos, excesso de dedicação às telas pudesse afetar também de modo não muito salutar nossa percepção, inteligência e criatividade - e mesmo certos estímulos presentes na comunicação interpessoal presencial que caracterizam a própria condição que nos faz humanos.
Esse viés não tão positivo ganhou novas evidências com um estudo recém-publicado na revista Nature, conduzido por pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que parece indicar que somos bem menos inventivos quando conversamos por meio de telas: teríamos menos ideias surpreendentes e capacidade de encontrar novas soluções. As videoconferências - recurso cujo uso cresceu geometricamente durante a pandemia - de alguma forma inibiriam a nossa criatividade.
Em uma das etapas do estudo, 602 participantes formaram duplas de trabalho com a missão de pensar em novos usos para um produto. Metade das duplas discutiu soluções frente a frente em uma mesa instalada dentro do laboratório e os outros pares fizeram a mesma coisa, só que seus integrantes foram separados em 2 ambientes, com a interação se dando totalmente pelo computador - como numa videoconferência. Os cientistas cuidaram para que a tela dos equipamentos oferecesse excelente nitidez de imagem e o sinal de Internet fosse ultraveloz.
Resultado: as duplas que trabalharam de modo virtual apresentaram um número menor de sugestões no final do tempo estipulado para o experimento. Ou seja, não foram tão imaginativas quanto as que interagiram “ao vivo”. Também foram registrados os movimentos dos olhos de todos os participantes, o que tornou possível constatar que o olhar daqueles que fizeram videoconferência raramente se desviou do computador. Para os autores, há uma relação entre esse foco limitado à área da tela e pensamentos igualmente mais estreitos.
Nas reuniões por videoconferência a tão bem-vinda troca de ideias ficou prejudicada por falta de contato olho no olho. Quando um integrante da dupla olhava para a câmera, ele deixava de encarar o parceiro de trabalho na tela. E, se olhava para o parceiro, aí era a câmera que perdia o posicionamento capaz de dar aquela impressão de mirar bem nos olhos da outra pessoa. Esse tipo de contato visual, dizem os autores do estudo, é fundamental para o que chamam de coordenação da fala.
Sem ela, as pessoas costumam iniciar frases ao mesmo tempo e se interrompem a todo momento. Não por acaso, o fenômeno foi bem mais frequente entre os pares que fizeram videochamada do que entre aqueles que se viram pessoalmente. Reconhecer as informações no rosto do outro também é um aspecto de extrema relevância. Na parte frontal do cérebro, há uma área que especializada só nisso, ativada sempre que alguém identifica uma expressão facial. A partir dessa informação, o cérebro faz ajustes no discurso que nem sempre passam pela consciência: se, por exemplo, capta no interlocutor mínimos sinais de insegurança, desagrado ou, ao contrário, de interesse pela conversa.
Na tela, essa tarefa fica bem mais difícil para o cérebro: expressões faciais não ficam tão evidentes no vídeo, por melhor que seja a resolução da tela e a velocidade da conexão. Sem contar que normalmente só se vê a outra pessoa dos ombros para cima e a linguagem corporal global – que pode envolver movimentos das mãos e dos pés, o ato de inclinar-se para a frente ou para trás e até mesmo o ritmo respiratório, entre outros - fica quase sempre de fora.
Na interação ao vivo, tudo isso está presente e é bastante intenso. O cérebro capta diversas informações do outro e do ambiente, ajusta a cada instante a expressão verbal e não-verbal, o conteúdo do discurso, os gestos que acompanham as palavras, tudo de acordo com os sinais que vai percebendo diante de si e ao seu redor. No virtual, recebemos menos insights vindos a partir desses estímulos, o que contribui para aquilo que chamamos de criatividade.
Isso significa que “devemos” abandonar as plataformas digitais/virtuais? Evidentemente que não, e nem seria possível em termos práticos: a essa altura, seu uso já é uma imposição da realidade. Mas tudo parece indicar que é extremamente necessário valorizarmos, cultivarmos e nos esforçarmos para dar prioridade à convivência em seu estado mais puro - presencial. Muito provavelmente, ela nos permite ser mais criativos - e, com certeza, é indispensável para permanecermos humanos.
Fontes
www.uol.com.br/vivabem
www.tecmundo.com.br/ciencia
www.columbia.edu
Você fuma e não sabe.
Respirar no ar poluído das cidades equivale a alguns cigarros/dia.
Há décadas se fala da necessidade de reduzir a emissão de gases poluentes em função da preservação do meio ambiente e de várias espécies de animais ameaçadas - pauta cada vez mais presente, em tom de urgência, em matérias de TV, mídia impressa, plataformas digitais. Mas grande parte da discussão, além de dar como certa a definição tecnicamente discutível de CO2 como poluente - e ter quase como uma de palavra de ordem “salvar o planeta” - frequentemente ignora os impactos da poluição sobre uma espécie bastante relevante: a nossa.
A discussão sobre como classificar o CO2 é válida porque, sem ele, não haveria o oxigênio que respiramos (O2), resultado daquele processo de transformação realizado pelas plantas que todos aprendemos na escola - a fotossíntese. Ou seja, sem gás carbônico (nome mais usado antes que sua respectiva fórmula química contribuísse para a fama de vilão), nada de ar, nem de alimentos. E a superfície da Terra seria gelada. Seria então o CO2 o gás da morte - ou da vida? Ou ambos? Dependemos dele para respirar, comer e não morrer congelados, mas em excesso ele também é capaz de aquecer o planeta de modo a nos ameaçar?
Essa discussão intensa e apaixonada, na qual há menos consenso do que se imagina, com certeza continuará a ser travada por ativistas e cientistas por muito tempo - anos, no mínimo. Mas em áreas altamente urbanizadas há muitas outras fontes de poluição, essas sem qualquer sombra de dúvida, do que a emissão (antropogênica ou não) de CO2. Uma delas é o monóxido de carbono. É ele, o monóxido de carbono (fórmula CO), e não o dióxido de carbono (CO2), um dos gases tóxicos que saem dos escapamentos dos veículos nos grandes centros urbanos.
E ele não está sozinho: anda na má companhia dos hidrocarbonetos (HC), aldeídos (CHO), óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e de material particulado, entre outros - inclusive emitidos por atividades industriais, comerciais e outras necessidades impostas pela realidade econômica. Estudos relativamente recentes indicam que a exposição prolongada a esses poluentes tem sobre a saúde o efeito equivalente a fumar 4 ou 5 cigarros por dia. Quanto maior o tempo de exposição, maiores são os efeitos nocivos, por isso pessoas que vivem nas periferias sofrem mais, pois ficam mais tempo em trânsito.
Se fumar um único cigarro, por querer, já é prejudicial à saúde, imagine fumar um punhado por dia, sem querer e quase sempre sem saber. Estima-se, por exemplo, que nos anos pré-pandemia cerca de 12% das internações por causas respiratórias em São Paulo podiam ser atribuídas à poluição, que também responderia por 4.000 mortes prematuras/ano. Na avaliação praticamente unânime dos especialistas em saúde, entre os males provocados e/ou relacionados ao problema estão provavelmente doenças cardiovasculares, como ataque cardíaco e AVC, e quadros respiratórios, como alergia, bronquite, asma e enfisema pulmonar.
É bom que se diga que se diga que não é expor-se à poluição urbana ocasionalmente que provoca os quadros mais severos - embora certamente não faça bem. É a exposição crônica do dia a dia, durante meses ou anos, que vai minando a saúde, por ir “depositando” aos poucos (mas cumulativamente) no organismo substâncias e partículas responsáveis por alterações fisiológicas importantes e maléficas. É até mesmo intuitivo que respirar um ar “sujo” constantemente pode comprometer a saúde de uma pessoa. Vale a pena reforçar: em grandes centros urbanos, estamos todos fumando involuntariamente!
Como não dá para “cancelar” as cidades, nem fazer que os poluentes desapareçam da atmosfera em curtíssimo prazo, o que fazer, então? Mudar-se para municípios menores ou áreas menos urbanizadas, com menos trânsito e atividades econômicas, principalmente industriais, é opção para poucos - e preferência só de alguns. Para quem precisa ou decide ficar, um bom começo é fazer algo no plano individual, com impacto na qualidade de vida coletiva. Em outras palavras, fazer sua parte.
Alguns exemplos: priorizar o transporte coletivo em vez do transporte individual, sempre que possível (menos carros nas ruas = menos poluentes no ar); separar o lixo reciclável do lixo orgânico (lixões a céu aberto também são grandes poluentes urbanos); preservar, promover e reivindicar mais áreas verdes na cidade (as árvores funcionam como uma espécie de “filtro” contra a poluição); mobilizar-se por maior rigidez na regulamentação e fiscalização de atividades francamente poluidoras (como em muitas áreas da indústria); preocupar-se mais (ou pelo menos tanto quanto) com o saneamento básico que beneficia a saúde das pessoas do que com a onça do Pantanal ou o mico-leão-dourado.
Tudo isso não exatamente para “salvar o planeta” - que continuará a existir, acredite, independente de nossa presença nele - e sim para melhorar, diretamente, a qualidade de vida das pessoas, cada um de nós e aqueles que vivem ao nosso lado: nossa família, nossos vizinhos, colegas de trabalho, compatriotas e concidadãos. Nossos idosos e crianças. Se realmente quisermos fazer algo pela Terra, e aproveitar toda a beleza e riqueza que ela nos oferece, precisamos, primeiro, salvar a nós mesmos.
Fontes
www./cetesb.sp.gov.br
www.educacaoautomotiva.com
www.em.com.br
www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude
www.g1.globo.com/sp/sao-paulo/verdejando
ww.revistagalileu.globo.com
Existimos para proteger pessoas. Físicas e jurídicas.
Trabalhamos com seguros corporativos e seguros individuais.
Você sabe a diferença entre vocação e talento? Vocação, como a própria palavra “entrega”, é a existência de uma voz interior, um chamamento em direção a alguma coisa, o desejo de envolver-se com ela - digamos, vontade de fazê-la. Já talento é a habilidade, muitas vezes inata, de realizar algo. Ambos os termos são frequentemente associados a uma atividade ou profissão.
Pode acontecer de uma pessoa ter vocação para aquilo que não tem talento e vice-versa. Nos melhores casos, essas duas forças vão na mesma direção. E também pode acontecer, embora pouca gente fale ou pense sobre isso, de um talento despertar uma vocação que inicialmente não estava lá - e vice-versa, mais uma vez.
Claro que esses conceitos são discutíveis, porque envolvem comportamento, psicologia, mas ninguém negará a existência do interesse espontâneo e genuíno por algo (vocação) e da facilidade de fazer alguma coisa bem (talento). Já a coinfluência entre ambos pode ser verificada na prática - e a SICCS é um exemplo.
Nossa vocação original são os seguros corporativos. Foi por eles, e para eles, que nascemos. O desafio de proteger um negócio - erguido do zero ou já estabilizado, mas em ambos os casos conduzido em meio às turbulências sempre presentes no mercado brasileiro - foi o estímulo que nos fez criar nossa corretora. Felizmente, nos encaixamos nos “melhores casos” citados acima: tínhamos, e temos, o talento correspondente à nossa vocação. Por isso, oferecemos excelência.
Mas no convívio com os empreendedores que atendemos na área de seguros corporativos, vários manifestaram o desejo que fazer conosco também seus seguros pessoais. Nossa conclusão foi de que esses clientes desejavam ter o nosso atendimento diferenciado, adequado, satisfatório - ou até acima das expectativas - também na contratação de proteção para as pessoas e coisas que amam como indivíduos.
E aí pensamos: por que não? Proteger pessoas físicas (e seu patrimônio) não é menos desafiador e interessante que proteger pessoas jurídicas e tudo o que envolve o investimento necessário para criar e conduzir uma empresa. Acabamos descobrindo, também, que uma coisa é tão gratificante quanto a outra. De outro modo, é verdade, mas também traz a sensação de realização.
Guardadas as devidas diferenças, as áreas são bastante correlatas, o que nos fez perceber que nossa habilidade para fornecer soluções de seguros corporativos era, digamos, extensível a seguros pessoais. Descobrimos um talento! E não é que ele despertou mais uma vocação? Assim nasceu a SICCS+Seguros, nossa área de seguros pessoais/individuais, que pelos resultados que temos obtido comprova que nosso diagnóstico sobre esse novo talento estava correto.
Hoje a SICCS e a SICCS+Seguros são tão integradas em nosso dia a dia, complementam-se tão organicamente, que parecem ter existido sempre juntas, desde o primeiro momento. As particularidades de cada área são, claro, respeitadas, mas a expertise, a responsabilidade e o empenho são equivalentes. Assim como o atendimento personalizado, diferenciado, sempre, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
O artigo de hoje foi elaborado porque desejamos que você, que já é nosso cliente - e também quem não é - fique sabendo da amplitude do nosso trabalho. Se for seguro corporativo, SICCS. Se for seguro pessoal, SICCS+Seguros. Para nossa felicidade e realização como empreendedores - e, sem falsa modéstia, para a satisfação dos nossos clientes - nessas duas áreas em que atuamos, a vocação e o talento se encontram.




